Prêmio criado para substituir Angoulême divulga finalistas

O Prix BD France Télévisions 2026 selecionou oito títulos para sua primeira edição.

8 janeiro 2026
Por Fora do Plástico

O prêmio que vai “substituir” a tradicional premiação do Festival de Angoulême já tem seus finalistas. Criado pela France Télévisions, grupo que reúne os canais públicos de TV aberta na França, o Prix BD France Télévisions 2026 irá ocupar o espaço deixado por uma das categorias de Angoulême, o Prêmio do Público. A edição 2026 do festival foi cancelada após uma série de polêmicas, o que levou também à suspensão de seu histórico prêmio anual.

O Prix BD France Télévisions 2026 segue os mesmos moldes do Prêmio do Público do Festival de Angoulême, pelo qual a emissora foi responsável desde 2020. Na dinâmica, um grupo de leitores de quadrinhos forma uma banca de jurados para escolher a HQ vencedora.

Capa da HQ “Silent Jenny”, de Mathieu Bablet.

São oito títulos selecionados concorrendo a uma única categoria. Entre os indicados, destacam-se nomes conhecidos do público brasileiro, como “Silent Jenny”, de Mathieu Bablet, autor de “Shangri-La” (SESI-SP/2019) e coautor de “Shin Zero” (Comix Zone/2025); e “Virgile”, desenhado por Lucy Mazel e com roteiros de Zidrou, conhecido por obras como “A Adoção” (Nemo/2022), “Verões Felizes” (Pipoca & Nanquim/2024) e “A Baleia Biblioteca” (Moby Dick/2022).

A seleção inclui ainda “Detroit Roma”, de Elene Usdin e Boni (Usdin venceu o Prix de la Critique em 2022 com “René.e aux bois dormants”); “Une obsession”, de Nine Antico; e “Sangliers”, de Lisa Blumen. “Silent Jenny”, “Sangliers” e “Une obsession” também figuraram entre os finalistas de outro importante prêmio do cenário francês, o Grand Prix de la Critique em 2026.

Capa da HQ “Detroit Roma”, de Elene Usdin e Boni.

A seleção dos finalistas foi feita por uma comissão presidida por Augustin Trapenard e composta por especialistas em cultura ligados à France Télévisions. As obras agora serão enviadas a um grupo de 11 leitores, que se reunirá no dia 30 de janeiro com Trapenard para deliberar o vencedor do prêmio.

Capa da HQ “Virgile”, de Lucy Mazel e Zidrou.

Além da premiação, entre 26 e 31 de janeiro de 2026, período em que o Festival de Angoulême seria realizado, os canais de TV do grupo exibirão uma programação especial dedicada aos quadrinhos.

CONFIRA OS QUADRINHOS SELECIONADOS
– Ancolie, de Salomé Lahoche e Thaïs Guimard (Glénat)
– Ces lignes qui tracent mon corps, de Mansoureh Kamari (Casterman)
– Detroit Roma, de Elene Usdin e Boni (Sarbacane)
– Rouge Signal, de Laurie Agusti (2042)
– Sangliers, de Lisa Blumen (L’employé.e du Moi)
– Silent Jenny, de Mathieu Bablet (Label 619)
– Une obsession, de Nine Antico (Charivari/Dargaud)
– Virgile, de Lucy Mazel e Zidrou (Le Lombard)

HISTÓRICO DA PREMIAÇÃO
Entre as HQs vencedoras do Prêmio do Público do Festival de Angoulême nos últimos cinco anos, duas foram publicados no Brasil: “O Grande Vazio”, de Léa Murawiec, e “O Corpo de Cristo”, de Bea Lema, ambos lançados pela Comix Zone. “Naftalina”, de Sole Otero, é outra obra agraciada com a premiação que tem previsão para chegar ao país. O quadrinho está atualmente em pré-venda pela WMF Martins Fontes.

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