“Naftalina”: Sole Otero estreia no Brasil em 2026 pela WMF Martins Fontes

Quadrinho argentino tem previsão de lançamento para fevereiro.

15 dezembro 2025


O quadrinho vencedor do Prêmio do Público no Festival de Angoulême de 2023, “Naftalina” chega ao Brasil em fevereiro de 2026 pela WMF Martins Fontes. A publicação, que entra em pré-venda nos próximos dias, será a estreia da argentina Sole Otero no Brasil.

Lançada originalmente em 2020, “Naftalina” é uma saga familiar que se move entre a Itália no início do século XX e a Argentina no início do século XXI, mas também uma emocionante reflexão sobre família, renúncia e sacrifício.

A trama segue Rocío, uma menina de dezenove anos, que após perder a avó, Vilma, se muda para a casa que ela lhe deixou. Nesse ambiente marcado pela ausência, ela revê a vida de Vilma e descobre que a crônica de sua família, em sua maior parte, é marcada pela tragédia.

Além do prêmio em Angoulême, a obra figurou na lista de 2024 de melhores quadrinhos para adultos da Biblioteca Pública de Nova York e de melhores quadrinhos da Publishers Weekly. A edição brasileira tem 336 páginas e tradução do espanhol feita por Marina Waquil.

Sole Otero é um dos nomes mais relevantes da nova cena de quadrinhos Argentina. A artista faz parte do coletivo latino-americano “Historietas Reales” e do coletivo internacional “Chicks on Comics”. Além do seu trabalho com HQs, ela também é ilustradora de livros infantis.

Edição brasileira revelada pela própria autora

No ano passado, respondendo ao jornalista e tradutor Érico Assis no X (antigo Twitter), Sole Otero anunciou despretensiosamente a chegada de “Naftalina” e “Walicho” no Brasil pela WMF Martins Fontes, informação confirmada à época pelo Fora do Plástico com a editora.

“Walicho”, outro título anunciado no ano passado pela autora, conta a história de três irmãs acusadas de bruxaria na Argentina, do século XVII até os dias de hoje, em uma mistura de horror, mistério e até humor. A expressão que dá nome à obra tem origem na língua Mapudungún, do povo ameríndio mapuche, para se referir a uma entidade maligna ou demônio e foi incorporada ao vocabulário dos argentinos.

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