
O Prêmio Jabuti divulgou, nesta terça-feira (07), os cinco finalistas de cada categoria da 67ª edição da premiação, entre elas a de Histórias em Quadrinhos.
As HQs foram selecionadas por um júri composto por André Dahmer, Alexandra Morais e Rosilene Maciel. De acordo com o regulamento, são elegíveis para concorrer ao prêmio obras que sejam inéditas em primeira edição e que tenham sido publicadas no Brasil entre os dias 01 de janeiro e 31 de dezembro de 2024.
Os critérios avaliados pelo júri são técnica narrativa, desenvolvimento do enredo e personagens; interação entre imagens ou entre imagens e texto, além de originalidade e inventividade. Na edição 2024, “Como Pedra”, de Luckas Iohanathan, foi consagrado como o grande vencedor na categoria.
A lista é composta por dois quadrinhos independentes e três quadrinhos publicados por editoras. Além disso, se destaca a forte presença feminina: as quadrinistas estão presentes em quatro dos cinco finalistas, ou como autoras solo ou em colaboração.
Confira a lista dos cinco quadrinhos finalistas deste ano, em ordem alfabética:

Mais Uma História para o Velho Smith
Orlandeli | Independente
Smith sempre voltava do mar com uma nova história, até o dia em que elas desapareceram. Sem lembranças, ele decide retornar ao oceano, em busca do que perdeu.

Não Sou Orlando
Helena Cunha | Independente
Não Sou Orlando é um livro de memórias nascido da tentativa frustrada de adaptar o romance Orlando, de Virginia Woolf, para os quadrinhos. A tarefa leva a autora a revisitar o seu passado, a descoberta da sexualidades e lembranças de um amigo que se foi.

Pigmento
Aline Zouvi | Quadrinhos na Cia.
Clarice é uma jovem tatuadora que não consegue se tatuar. Há algo de misterioso no fato de a tinta não se fixar em sua pele. Um dia, conhece Lívia, uma restauradora de livros, e desse encontro vai nascer uma relação que mudará a vida de ambas.

Quando Nasce a Autoestima?
Regiane Braz e Jefferson Costa | Trem Fantasma
Conheça a história de Bia… ou Neguinha, como era chamada por sua mãe. Dos traumas da infância à formação da mulher forte, acompanhamos a jornada de uma protagonista que gostaria de ser chamada por seu próprio nome, mas que representa milhões.

Superpunk
Mirtes Santana e Guilherme Petreca | Pipoca & Nanquim
Quem vê Violeta por aí, andando de skate com o toca-fitas de seu avô plugado nos ouvidos, pensa que se trata de uma pré-adolescente comum. Mas ao tocar uma fita cassete ao contrário, ele liberta monstros e ganha os poderes para assumir seu alter ego “Superpunk”, uma heroína mascarada cheia de atitude.
Os vencedores do Prêmio Jabuti serão revelados na cerimônia de premiação, marcada para o dia 27 de outubro. O vencedor da categoria Histórias em Quadrinhos receberá a estatueta do Jabuti e um prêmio de R$5 mil. As editoras vencedoras também serão agraciadas com uma estatueta.





