
O roteirista Xavier Dorison acaba de publicar na França uma nova ficção histórica. O escritor de “O Castelo dos Animais” e “Undertaker” desta vez conta com a colaboração do documentarista Louis-David Delahaye nos roteiros para retraçar a história do bispo Pierre Cauchon, que condenou Joana D’Arc à fogueira. Lançado pela Dargaud no fim de abril, “Cauchon… où l’homme qui tua Jeanne d’Arc” tem arte de Joël Parnotte, o mesmo de “O Mestre das Armas”.
A jornada da santa padroeira da França já foi objeto de dezenas de produções artísticas, por isso a dupla Dorison e Delahaye escolheu uma perspectiva diferente para apresentar essa história contada tantas vezes. “Cauchon… où l’homme qui tua Jeanne d’Arc” adota o ponto de vista do “vilão”: o juiz do julgamento de Joana D’Arc, um homem astuto e calculista, determinado a provar a heresia da Donzela de Orleans para enfraquecer Carlos VII e ascender na hierarquia da Igreja.
Para representar fielmente a França do século XV, o ilustrador Joël Parnotte levou cerca de quatro anos trabalhando nas cerca de 160 páginas do quadrinho, com o apoio do Doutor em História Medieval David Glomot. Já os roteiristas se ancoraram em documentos e fontes históricas, mas usaram as liberdades da ficção para preencher lacunas. “Não somos historiadores buscando objetividade; criamos o que eu chamo de realidade subjetiva”, disse Dorison em uma entrevista à Radio France.
O roteirista do momento
“Cauchon… où l’homme qui tua Jeanne d’Arc” ainda não tem previsão de lançamento no Brasil, embora o roteirista esteja ganhando cada vez mais espaço entre as editora brasileiras.
Apesar do início tímido, em 2008, com a publicação incompleta de “O Terceiro Testamento” pela Multi Editores, Xavier Dorison já tem outros cinco HQs licenciadas no Brasil: “Red Skin”, publicado pela Mythos em 2017; a série “Undertaker”, lançada em um integral pela Pipoca & Nanquim em 2024; “O Mestre das Armas”, pela QS Comics em 2025; e “O Castelo dos Animais”, trazido ao país pela Nemo em volume único no mês de março.
O quinto título é “1629”, uma parceria entre Dorison e o desenhista Thimothée Montaigne, que já tem casa editorial por aqui. Inspirada em um naufrágio real do século XVII, a trama acompanha os sobreviventes isolados em um arquipélago inóspito, que mergulham em uma espiral de violência, paranoia e disputa por poder. Mais informações sobre a editora, formato de publicação e previsão serão divulgados futuramente.











