Riad Sattouf revela bastidores de “O Árabe do Futuro” em livro de entrevistas

Quadrinista conversa com o pioneiro em livros de entrevistas com grandes quadrinistas, Numa Sadoul.

31 agosto 2026
Por Fora do Plástico


Riad Sattouf detalha os bastidores de seu grande sucesso, a série de quadrinhos “O Árabe do Futuro”, em um livro. Assinado pelo pioneiro em entrevistas com grandes quadrinistas, Numa Sadoul, “L’arabe du futur et moi” (O Árabe do Futuro e Eu, em tradução livre) é apresentado como um diálogo fluido com Sattouf que percorre vários temas de sua vida e carreira.

Ao longo de 300 páginas, o quadrinista revela parte de seu processo criativo, suas inspirações e sua maneira singular de transformar a realidade em quadrinhos. Previsto para outubro na França, o livro será lançado pela Les livres du futur, editora comandada pelo próprio Sattouf, e ainda conta com mais de 200 fotografias, documentos e desenhos inéditos.

Sadoul é conhecido por ter conduzido entrevistas icônicas transformadas em livros com nomes clássicos das HQs franco-belgas, como Hergé, Franquin, Gotlib, Uderzo, Moebius e Tardi. “Na minha adolescência, foram justamente esses livros que me inspiraram a me tornar um quadrinista. Eram as únicas fontes que ofereciam um vislumbre da vida dos artistas, e eu os devorava”, conta Riad Sattouf em uma postagem em sua página do Instagram.


O artista best-seller francês foi publicado no Brasil inicialmente pela Intrínseca, que lançou quatro volumes de “O Árabe do Futuro”, antes de cancelar a publicação da série, em 2022. Após quase quatro anos, o quadrinho ganhou uma nova casa no país, a Tábula Editora, que anunciou o licenciamento da série de Riad Sattouf e seu spin-off “Eu, Fadi, O Irmão Roubado”, este ainda em 2026.

Inicialmente, a editora previu a publicação dos seis volumes em um integral, em 2027. No entanto, recentemente a Tábula respondeu a um leitor que a obra deve ser lançada em dois volumes.

“O Árabe do Futuro” acompanha a infância e a juventude do autor, enquanto crescia entre a França, a Líbia e a Síria, para onde o pai leva a família, em nome de um pan-arabismo que só existe em sua cabeça. A série percorre as memórias de Sattouf de 1978 a 2011, destacando elementos como os choques culturais, as experiências inusitadas e a relação conflituosa com o pai.

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