“O Árabe do Futuro”: Intrínseca não tem mais os direitos da série no Brasil; nova editora pode licenciar a obra

Direitos da série foram revertidos à editora original, a francesa Allary Éditions.

26 maio 2026
Por Fora do Plástico


“O Árabe do Futuro”
, série de Riad Sattouf, está novamente disponível para licenciamento no Brasil. O quadrinho, que contou com quatro dos seis volumes publicados pela Intrínseca entre 2015 e 2020, teve os direitos revertidos à editora original, a francesa Allary Éditions. A informação consta no catálogo da agência 2 Seas, que atualiza o status da série em mais de vinte países para os quais a obra foi licenciada.

Embora a reversão dos direitos abra espaço para que outra editora brasileira adquira a série, ainda não há previsão para que “O Árabe do Futuro” volte a ser lançado no Brasil. Com mais de 3,5 milhões de cópias vendidas globalmente, a HQ percorre a infância e juventude de Sattouf, filho mais velho de mãe francesa e pai sírio.

Da Líbia de Gaddafi à Síria de Hafez al-Assad, passando pela Bretanha, a obra detalha a experiência de deslocamento constante do quadrinista entre diferentes culturas, além das relações familiares conturbadas, sobretudo em relação a seu pai.

Os dois volumes de “O Árabe do Futuro” inéditos no país foram lançados originalmente em 2020 e 2022. No ano seguinte, a série ganhou uma edição na França reunindo os seis volumes em um integral de mais de mil páginas. Sattouf também produziu um spin-off, “L’Arabe du Futur : Moi, Fadi le frère volé”, publicado em 2024, que permanece inédito no Brasil. 

A interrupção na publicação de quadrinhos pela Intrínseca foi revelada com exclusividade pela própria editora ao Fora do Plástico em 2023. Com a decisão, diversas séries foram deixadas incompletas, além de “O Árabe do Futuro”, é o caso de “Deuses Americanos”,  “Oblivion Song”, “Duna”,  “Biblioteca Gaiman”, “Royal City”, “Family Tree” e “Descender”, assumida recentemente pela Devir. 

Neste ano, com o lançamento de “Sorria”, a Intrínseca lançou seu primeiro quadrinho em cerca de três anos. A casa editorial informou, no entanto, o foco será apenas em obras de Raina Telgemeier.

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