7 quadrinhos protagonizados por quadrinistas

Neste livro, o alter ego de Michel Rabagliati passa por um momento solitário. Com pouco mais de 50 anos, o protagonista agora vive com seu cachorro, já que acabou de se divorciar. Ao mesmo tempo, ele lida com o envelhecimento, a distância
da filha, e passa a ver cada vez mais a vida desacelerar. A HQ retrata a realidade nua e crua da vida comum, sem romantizar, mas também sem ser pessimista.

Em Um Fim de Semana Ruim, Ed Brubaker e Sean Phillips trazem um olhar cínico sobre a indústria da nona arte. Uma história sombria sobre um consagrado quadrinista que vai passar o fim de semana em uma convenção de quadrinhos na década de 1990. Brubaker aborda a precariedade das condições de trabalho dos quadrinistas. Assim como as frustrações, a vaidade, a hipocrisia, o ambiente tóxico e outros aspectos sujos deste universo.

Usando o alter ego Hamaguchi, Jiro Taniguchi descreve sua chegada a Tóquio, seu primeiro amor e seu primeiro trabalho
como assistente de um mangaká. É bonito ver o autor retratando com tamanha sensibilidade os amores, as tristezas, os sonhos, as dúvidas e a esperança. Isso torna Zoo no Inverno uma leitura sensível, afinal, este é um verdadeiro mergulho na alma humana.

Através do casal Tomás e Elsa acompanhamos uma história que aborda o companheirismo, a desconexão, a solidão e a luta para manter o amor vivo. Ele é um escritor que tem tido dificuldade de buscar inspiração para seu próximo trabalho, um quadrinho. Ela é uma artista plástica querendo um lugar ao sol. Casados há três anos, eles já não se conectam como antes.

Oleg é um quadrinista que está há 20 anos no ofício, casado também por duas décadas e é pai de uma adolescente. A trama traz situações episódicas da vida desse homem, de seu processo criativo, de suas dores e sua relação com a esposa, a filha, os editores, os leitores, enfim, o mercado de quadrinhos. Oleg poderia ser apenas uma história sobre a arte de fazer e viver de quadrinhos, mas é também uma história de amor. Uma celebração.

Vida à Deriva é uma história dentro de várias outras. Yoshihiro Tatsumi nos leva pelas memórias do início de sua carreira, sua jornada no mercado japonês de mangás, na era pós-guerra. Sob o alter ego de Hiroshi Katsumi, o mangaká explora como o mangá foi se desenvolvendo ao longo dos anos, o nascimento do movimento Gekiga e o seu impacto na comunidade editorial. Mas, para além disso, temos uma história universal, da cultura do trabalho, de alguém que lida com esperança, frustração, sucesso, incertezas… Definitivamente, uma vida à deriva.

A história apresenta Kaoru Fukusawa, um mangaká em início de carreira, que está passando por poucas e boas. Após concluir sua primeira série, Kaoru não faz ideia de como iniciar uma nova. E somada aos problemas pessoais de um homem de meia-idade, a pressão causada pela necessidade de produzir um novo hit provocará no protagonista uma série de reflexões sobre a indústria, e até mesmo o seu amor “puro” pelos mangás.

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