5 HQs que se passam por histórias reais

Naturezas Mortas conta a fase final da suposta vida de Vidal Balaguer I Carbonell, considerado uma das grandes luzes do Modernismo catalão. Balaguer é uma figura controversa que nunca irá receber o reconhecimento que merece, e sobre ele paira o mistério de seu talento, de tudo o que envolvia sua musa e de seu desaparecimento. É até difícil acreditar que Balaguer não existiu, afinal, toda a obra é pensada para nos convencer que ele é um nome menos conhecido do movimento. O pintor ficcional ganhou até exposição, em Barcelona.

George Sprott 1894-1975 é uma biografia imaginária criada por Seth. Na HQ, o quadrinista narra a vida do personagem que dá título à história, costurando de maneira criativa seus sucessos, suas aventuras, mas sem abrir mão das contradições e fracassos. Assim como é a vida de qualquer um. Em suma, uma obra que traz a personificação da passagem do tempo e da memória e que facilmente se passa por uma história real.

Pinturas de Guerra nos transporta para Paris, no início dos anos 80, onde estão exilados diversos artistas de países latino-americanos. Uma história que trata do imenso poder da arte, mas também sobre as marcas profundas das ditaduras nos países do Cone Sul. O protagonista desta obra é o próprio Ángel de la Calle, que se insere na história como um recurso narrativo, um alter-ego. Embora tenha vários personagens reais, as situações de Pinturas de Guerra são ficcionais, fruto de uma pesquisa intensa do autor.

Sonny Liew desenvolve, ao longo de cerca de 320 páginas, a biografia do quadrinista que dá nome à HQ. O autor traça, ao longo das décadas, a vida e a evolução artística do protagonista, incluindo desenhos, publicações e materiais que surpreendem pela diversidade de traços. Em paralelo a isso, Liew descreve trechos da história de Singapura. Pode até parecer que Charlie Chan Hock Chye efetivamente foi o maior nome da nona arte em Singapura, mas toda sua vida é uma ficção.

Jimmi Wyatt é um dos cartunistas mais amados do mundo, extremamente popular por sua tira diária “Chapa & Chapinha”, em que aborda uma relação perfeita entre pai e filho. No entanto, em sua própria casa, a situação é completamente oposta. Seu filho Caleb é uma vítima de negligência parental, uma criança que nunca foi ouvida e muito menos amada. Embora Pai de Mentira possa parecer uma autobiografia, até pelas inúmeras referências à indústria dos quadrinhos, a HQ é uma ficção.

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