
O presidente da DC Comics, Jim Lee, destacou a força dos mangás em entrevista ao site japonês Nikkei XTrend. “Fico muito feliz com o sucesso dos mangás, porque eles me dão um ‘objetivo’ a ser alcançado”, disse. Lee argumenta que a forma de contar histórias nos quadrinhos e animações japoneses se sobressai aos quadrinhos norte-americanos ao se conectar com o público mais jovem.
Segundo o executivo, os jovens buscam histórias únicas, e não apenas seguir o quadrinho do momento. “As histórias dos mangás e animes são incrivelmente poderosas (…) No Japão [os mangás] estão mais próximos da literatura, todos podem ler e não são apenas histórias de super-heróis. Há uma variedade muito maior de gêneros, como histórias sobre culinária e futebol. É possível tirar muitas ideias dessas narrativas”, observa.
Outro ponto levantado pelo chefe da DC na entrevista é que por muito tempo quadrinhos e animações eram sinônimos de produções infantis no Ocidente. Na fase adulta, o público passava a assistir conteúdos em live-action. “No Japão esse não é o caso […] Como uma cultura, é uma forma de arte que não está limitada a uma faixa etária específica”, afirma Jim Lee.

Uma pesquisa do Research and Markets prevê que o mercado de mangás chegue a mais de 60 bilhões de dólares até 2033. Em 2024, como comparação, o mercado global de quadrinhos japoneses era de 14 bilhões de dólares. O relatório aponta que este crescimento se deve a um aumento na demanda internacional, expansão das plataformas digitais e a popularização de adaptações em anime.
Títulos como “One Piece”, “Jujutsu Kaisen”, “Dandadan” e “Blue Lock”, todos publicados no Brasil pela Panini, se destacam em listas de mais vendidos, o que mostra a importância das adaptações animadas como forma de alavancar a popularidade de uma publicação.
No Brasil, dados do Blog BBM apontam que o volume de mangás publicados no país cresce ano após ano, refletindo essa tendência global. Em 2025, um novo recorde foi batido, 676 volumes de quadrinhos japoneses foram lançados.





