
O mercado brasileiro de mangás atingiu um novo recorde em 2025. De acordo com o levantamento anual do Blog BBM, foram lançados 676 volumes de quadrinhos japoneses ao longo do ano, o maior número já registrado pelo estudo.
O mapeamento considera exclusivamente mangás japoneses, sem incluir light novels ou obras de outros países asiáticos. Em comparação com 2024, o crescimento foi de 20 volumes, confirmando a tendência de expansão observada nos últimos anos.
A Panini segue como a principal editora do segmento, responsável por 394 volumes lançados em 2025, mais do que todas as outras editoras somadas. Apesar disso, a empresa reduziu seu volume de publicações nos dois últimos anos.
Ainda assim, respondeu por 58,3% dos mangás lançados no país, percentual significativamente menor do que o registrado em 2020, quando se aproximava de 80% dos quadrinhos japoneses publicados.

Na segunda posição aparece a JBC, com 154 volumes. Já o terceiro lugar, anteriormente ocupado pela NewPOP, passou para a categoria “Outras editoras”, grupo em que o Blog BBM reúne casas editoriais com menor volume individual de lançamentos. Em 2025, esse grupo publicou 74 volumes, enquanto a NewPOP ficou com 55 volumes.
Entre as editoras agrupadas como “Outras”, o destaque foi a MPEG, quarta maior publicadora do ano, com 21 volumes. A editora ampliou sua atuação em 2025 e iniciou lançamentos de peso, como “Hajime no Ippo”. Na sequência aparecem a Pipoca & Nanquim, com 12 volumes, que deu início à publicação de “Shigurui”, a obra mais longa de seu catálogo, e a Devir, com 11 volumes.
O levantamento também aponta uma maior diversificação do mercado. Ao todo, 16 editoras diferentes publicaram mangás no Brasil em 2025, sendo que cinco delas lançaram seu primeiro título japonês no ano passado.

Além do volume de lançamentos, o número de obras também atingiu um novo recorde. Foram 261 títulos diferentes, um crescimento contínuo desde 2021. Desse total, 114 são obras novas, incluindo séries iniciadas em 2025 e volumes únicos. Entre os títulos lançados no ano, 103 eram inéditos no Brasil, enquanto 11 foram republicações, como “20th Century Boys”, “Sanctuary” e “Old Boy”.
No quesito preços, o valor mais comum praticado em 2025 foi R$ 44,90, faixa adotada por 21 obras. Em 2024, o preço mais frequente era R$ 39,90, o que representa um aumento de cerca de 12% de um ano para o outro.

A Conrad concentrou tanto o mangá inédito mais barato quanto o mais caro de 2025. O menor preço foi o de “Parasitic City – volume 0.1”, lançado por R$ 19,90. Com pouco mais de 30 páginas, o título faz parte da coleção “HQ Para Todos” e funciona como um material complementar à obra principal. Já o mangá inédito mais caro do ano foi “12 Cores”, volume único de 416 páginas, com preço de capa de R$ 149,90.
Entre séries já em andamento, os valores mais elevados ficaram com os volumes finais de “Battle Royale”, o último lançado a R$ 174,90 e os anteriores a R$ 169,90, seguidos do volume final de “Ikkyu”, vendido a R$ 159,90. Todos os valores citados correspondem aos preços de capa praticados pelas editoras.
O levantamento completo conta com vários outros dados sobre a publicação de mangás no Brasil e detalhamento de algumas editoras. Confira na íntegra no Blog BBM.






