
Mesmo em meio às polêmicas que cercam sua 53ª edição, o Festival de Angoulême se mantém de pé e já começa a revelar novidades para 2026.
Nesta terça-feira (7), o evento anunciou sua primeira grande atração para o próximo ano, uma exposição dedicada à obra do mangaká Hitoshi Iwaaki, “Parasyte”, publicada na França pela editora Glénat. A mostra promete mergulhar no universo perturbador e original do mangá, referência no gênero de ficção científica e horror.
Intitulada “Parasyte: A Guerra dos Mundos”, em tradução livre, a exposição reúne mais de 160 obras originais, entre páginas em preto e branco e ilustrações coloridas, nunca antes exibidas fora do Japão.

O Festival, marcado para ocorrer entre 29 de janeiro e 1º de fevereiro, tem a tradição de realizar grandes exposições com a participação de seus autores. No entanto, ainda não foi confirmado se Iwaaki estará presente.

Lançado no Brasil pela Editora JBC, “Parasyte” está sendo publicado em versão colorida, com o quinto de oito volumes previsto para outubro. Esta é a segunda edição do quadrinho no país, já que, entre 2015 e 2016, a JBC lançou a versão tradicional em dez volumes.
Angoulême em crise
Desde janeiro o Festival de Angoulême enfrenta uma grave crise de imagem, que levou autores a ameaçarem um boicote em 2026. As polêmicas passam por denúncias de má gestão, nepotismo e ambiente de trabalho tóxico sob a direção de Franck Bondoux e da empresa 9e Art+, responsável pela organização do evento.
Reportagens do Libération e do L’Humanité detalharam acusações de demissão de uma funcionária após denúncia de estupro, falta de transparência e tentativas de consolidar o controle do festival por meio de uma nova estrutura jurídica. As revelações motivaram um boicote anunciado por centenas de autores e coletivos, que exigem mais transparência e o fim da gestão atual antes da próxima edição, prevista para 2026.





