17 setembro 2022

Ogiva

Por Fora do Plástico

De Bruno Zago e Guilherme Petreca
220 páginas
Pipoca & Nanquim | 2020

Em Ogiva, o mundo como conhecemos não existe mais. Neste cenário pós-apocalíptico temos uma HQ que não tem vergonha de usar elementos já vistos anteriormente, em outras produções da cultura pop. E, mesmo sem essa originalidade, Ogiva, de Bruno Zago e Guilherme Petreca, entretém o leitor com uma história honesta e divertida.

O ano é 2049, dez anos após surgimento de monstros devoradores de humanos. As pessoas que conseguiram sobreviver, vivem entre os destroços da antiga civilização, com recursos escassos. Sara é uma criança que acaba de perder sua família, após um ataque dessas criaturas. A garota é encontrada por Pilar e as duas seguem juntas em busca da sobrevivência. Assim como em outras obras do gênero, o perigo também está no ser humano.

O roteiro que marca a estreia de Bruno Zago nos quadrinhos é simples, sem grandes inovações. No entanto, é notável que o objetivo do autor não era propor uma trama original e, sim, uma colagem de referências da sua própria bagagem. Zago peca nos diálogos expositivos, o que deixa as cenas redundantes. Além disso, as expressões usadas pelo casal revelam um exagero pouco natural. Destaque para os arcos dos personagens, que são interessantes, mesmo não aprofundando tanto.

Quanto à arte de Petreca, ela é boa, principalmente, em planos detalhe e estáticos. Porém, notamos problemas na anatomia dos personagens em cenas de confronto e movimento. Ah, sentimos uma dificuldade na compreensão das cenas de perseguição de carro, onde tivemos que voltar alguns quadros para reler.

Por fim, Ogiva é um quadrinho que cumpre bem o seu papel de divertir o leitor. Uma obra que não reinventa o gênero, que claramente denota a inexperiência do roteirista, mas que garante um momento prazeroso de leitura.

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