
A morte de Kiriko Nananan, premiada autora de mangás josei, só veio a público um ano após o ocorrido. A mangaká faleceu em 24 de dezembro de 2024, aos 52 anos, e a informação foi divulgada apenas na última véspera de Natal, em 2025, pela editora Tokyo News Service, atual detentora dos direitos de sua obra. A decisão de manter o falecimento em sigilo até então partiu da família.
Reconhecida por seu estilo introspectivo e minimalista, Nananan iniciou sua carreira no início da década de 1990 na revista Garo, tradicional periódico de quadrinhos underground japonês. Entre 1995 e 1996, a autora produziu sua obra mais conhecida, “Blue”, volume único que retrata o relacionamento conturbado entre duas adolescentes.

Inédita no Brasil, a obra de Kiriko Nananan teve publicação em diversos países, como França, Espanha, Itália, Estados Unidos e Alemanha. Seus trabalhos ultrapassaram os quadrinhos e chegaram ao cinema. Em 2002, “Blue” ganhou uma adaptação em live-action. Já “Strawberry Shortcakes”, outra obra da autora, foi adaptada para o cinema em 2006. E, por fim, “Pumpkin and Mayonnaise” em 2017.

Nascida em dezembro de 1972, em Tsubame, na prefeitura de Niigata, Kiriko Nananan estreou como mangaká em 1993, com o one-shot “Hole”. Além de seus trabalhos na Garo, a autora acumulou passagens por revistas de editoras como a Shodensha e Magazine House. Por seu traço que foge aos padrões mais convencionais dos mangás e pelo modo característico como utiliza o fundo nos quadros de suas HQs, a quadrinista costuma ser associada ao Nouvelle Manga, movimento que une a estética dos quadrinhos europeus à do mangá.






