
O mangá “Living Corpse”, de Hideshi Hino, será adaptado para o cinema. O anúncio, porém, veio acompanhado de controvérsia, já que o filme será produzido com o uso de inteligência artificial.
Com estreia prevista para julho, o longa de cerca de 70 minutos apresenta uma ficha técnica, no mínimo, curiosa. O roteiro é creditado ao ChatGPT e as vozes dos personagens serão geradas por IA a partir dos timbres de nomes conhecidos da indústria, como os atores Shigeru Saiki e Hiroshi Tamura.
O elenco de dublagem ainda traz a “participação” do mangaká Junji Ito, que ajudou a divulgar o site do projeto em suas redes sociais. Apesar das vozes de referência serem de personalidades japonesas, todos os diálogos do filme serão em inglês.
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O cineasta Takeshi Sone, conhecido por sua atuação em produções envolvendo inteligência artificial, das quais se destaca a direção de “GenerAIdoscope” (2024), foi o escolhido para dirigir o longa. A produção ficará a cargo de Hiroki Terei.
Baseada no mangá original de 1986, a trama de “Living Corpse” acompanha a melancólica e horripilante jornada de um cadáver que, mesmo após a morte, preserva a consciência intacta e se recusa a aceitar sua nova condição.

Conhecido por seus quadrinhos de horror grotesco e surreal, o mangaká Hideshi Hino é um dos nomes mais influentes do gênero. No Brasil, suas obras já foram publicadas cinco vezes, sendo a mais recente em 2025, pela DarkSide Books, com “Pesadelos Completos”. Antes disso, a Conrad lançou, em 2006, “Panorama do Inferno”, enquanto a Zarabatana Books publicou, entre 2007 e 2009, os títulos “A Serpente Vermelha”, “O Garoto Verme” e “Oninbo e os Vermes do Inferno”. Já o conto “Living Corpse” permanece inédito no país.
No fim do ano passado, Hino revelou estar lutando contra um câncer no pâncreas.





