
Exposição em Buenos Aires revela a juventude argentina de René Goscinny
Um dos maiores nomes dos quadrinhos franco-belgas, René Goscinny, o cocriador de “Asterix”, ganhou uma exposição em Buenos Aires, cidade em que viveu a infância e juventude. “René Goscinny en Buenos Aires” foi inaugurada na última quinta-feira (22) na capital argentina, no Museo Judío de Buenos Aires, e faz parte das comemorações de 100 anos de nascimento do roteirista francês.
O quadrinista parisiense, filho de imigrantes judeus poloneses, chegou à cidade com a família aos dois anos, em 1928, e se mudou da Argentina quando foi para Nova York, aos 19. A exposição busca justamente reconstruir, por meio de materiais das décadas de 1930 e 1940, o ambiente artístico e social que moldou Goscinny durante seu período na cidade. A exposição também resgata desenhos animados e quadrinhos argentinos da época.

Em Nova York, fez seus primeiros trabalhos como ilustrador e roteirista. Em 1951, voltou à França para chefiar o escritório parisiense da agência World Press, e foi ali que conheceu Albert Uderzo. A partir de 1955, passou a escrever “Lucky Luke”, com Morris, e publicou as primeiras histórias de “O Pequeno Nicolas”, com Sempé. Já ao lado de Uderzo, iniciou a publicação de “Humpá-Pá” na revista Tintin, em 1958, e o clássico absoluto “Asterix”, que estreou em 1959, na primeira edição da revista Pilote.
O evento é organizado pelo museu em parceria com a Sinagoga da Congregação Israelita Argentina e a editora Libros del Zorzal, que publica diversas obras do francês no país. Apoiaram também o Instituto René Goscinny, de Paris, a Embaixada da França e o Instituto Francês da Argentina. É possível visitar a exposição até dia 30 de abril do próximo ano.
O museu funciona de segunda a sexta-feira das 10h às 18h. Há também visitas guiadas nas terças e quintas às 11h e às 15h em espanhol e em inglês. Para estas visitas é necessário o agendamento prévio, que pode ser feito no site da instituição.






