Companhia das Letrinhas publica quadrinhos de Ilustralu, Henrique André e Rafael Calça em junho

"Faísca" e "Oriki" estão em pré-venda com lançamento previsto para junho.

14 abril 2026


A Cia. das Letras abriu pré-venda de dois novos quadrinhos nacionais. “Faísca”, de Ilustralu, e “Oriki”, de Henrique André e Rafael Calça, têm previsão de lançamento para junho deste ano, ambos como parte do selo Companhia das Letrinhas. Os lançamentos trazem uma expansão da publicação de HQs brasileiras para o público infantil no catálogo da editora, que lançou “Luanda no Terreiro”, de Marcelo D’Salete no ano passado. 

“Faísca” foi anunciado em 2024 pela autora, já como um projeto infantojuvenil. O que começou como uma webcomic para o São João, se tornou uma história de fôlego. Ambientado nos festejos juninos, o quadrinho remete à fascinação de Ilustralu por essa época do ano.

A história acompanha Didi, uma menina apaixonada por festa junina, mas que não é nada fã dos vestidos com seus babados e fitas. O que ela gosta mesmo são as comidas, a fogueira e ver os meninos brincarem soltando fogos. Porém quando ela vai brincar com os garotos, eles dizem que não é brincadeira de menina. Junto de sua nova amiga, Ninha, ela vai mostrar que não existe esse tal de “coisa de menino”.

Ilustralu é autora do sucesso “Arlindo”, obra com a qual venceu o CCXP Awards de Melhor Quadrinho e o 34º Troféu HQMix em quatro categorias. Entre as referências citadas pela autora para a criação deste novo trabalho estão “O Menino Maluquinho”, tanto o livro quanto o filme, a personagem Vada de “Meu Primeiro Amor” (1991) e o pequeno Toto de “Cinema Paradiso” (1998), além do livro “Contra Mim”, de Valter Hugo Mãe.

Já “Oriki” é o primeiro título afrofuturista do selo. A obra mistura elementos dos quadrinhos e dos livros ilustrados lidando com temas como memória, identidade e ancestralidade. Indicado para leitores a partir dos seis anos, a HQ se passa no ano de 2978, em um momento em que as pessoas se distanciaram da mitologia que formou o seu povo. A exceção é a avó de Anayo, Ayodele, a maior cientista da aldeia de Akintoye. A pesquisadora é convocada a criar algo que reconecte o povo com as histórias do passado, e neste processo descobrem que pensar o futuro é abraçar o passado.

Rafael Calça é conhecido pelo seu trabalho nos roteiros das Graphic MSP do personagem Jeremias: “Pele”, “Alma” e “Estrela”. Este é o primeiro quadrinho de Henrique André, autor de obras como “AfroFuturo – Ancestral do Amanhã” e “Sìgìdì : O caminho”, que exploram as culturas afro-brasileiras e iorubá.

Carrinho atualizado