
Uma nova edição de “Black Jack”, mangá de Osamu Tezuka, começa a ser publicada no segundo semestre nos Estados Unidos. A editora Vertical Comics prepara para novembro o lançamento do primeiro volume de uma coleção especial dedicada a um dos maiores clássicos do autor.
Intitulada “Black Jack Deluxe”, a publicação será completa em três volumes, com formato ampliado e uma seleção de histórias. Entre os principais destaques da edição está o resgate de capítulos totalmente coloridos, até então disponíveis apenas na versão japonesa, além de um novo projeto gráfico.
Embora ainda não tenha revelado todos os detalhes da coleção, a Vertical informou que o primeiro volume reunirá os capítulos originalmente publicados em cores, enquanto os outros dois trarão uma seleção dos melhores contos da série segundo o próprio criador.
Publicado originalmente pela editora Akita Shoten, o quadrinho foi serializado na revista semanal Shonen Champion entre os anos de 1973 e 1983, rendendo 25 livros. Considerado um dos trabalhos mais conhecidos de Osamu Tezuka, ao lado de “Astro Boy” e “Kimba, o Leão Branco”, “Black Jack” segue inédito no Brasil, apesar da popularidade do autor por aqui.
Ao longo das últimas décadas, a HQ recebeu duas edições nos Estados Unidos. A primeira foi lançada em 1999 pela Viz Media, que publicou uma seleção de histórias em dois volumes. Mais tarde, a própria Vertical republicou a série em uma edição integral, lançada entre 2008 e 2011, com 17 volumes de aproximadamente 300 páginas cada.
A história de “Black Jack” acompanha um misterioso cirurgião que usa sua inteligência para atuar na ilegalidade. Apesar de sua formação em medicina, o protagonista se recusa a tirar uma licença oficial devido ao desprezo e à desconfiança que nutre pela comunidade médica tradicional, marcada por casos de corrupção.
Vagando pelo mundo e realizando procedimentos cirúrgicos de altíssima complexidade, o médico Black Jack cobra valores exorbitantes de seus pacientes ricos, mas usa todo esse dinheiro para financiar projetos ambientais e amparar pessoas que tiveram suas vidas destruídas pelas guerras e pelo avanço do capitalismo.









