
O Château de Malbrouck, castelo francês do século XV, localizado em Manderen-Ritzing, no nordeste do país, recebe uma exposição que mostra o encontro do Japão com a cultura viking. “Vinland Saga, Une quête d’identité” (Em busca da identidade, em tradução livre) segue até o dia 31 de outubro e propõe um mergulho na obra de Makoto Yukimura.
A exposição justapõe artes originais do mangá com peças arqueológicas vikings, como machados, pontas de lança e espadas. Os visitantes são recebidos por um drakkar, um navio viking, e adentram em uma exposição que busca levantar reflexões sobre vingança, violência e guerra, temas centrais do quadrinho.
“Vinland Saga” é o trabalho mais longevo de Yukimura, o mangá começou sua serialização no Japão em abril de 2005 pela Kodansha, finalizando em julho deste ano, com 29 volumes. O 28º está em pré-venda no Brasil, e o lançamento está marcado para novembro. A Panini também lança desde 2020 a edição 2 em 1 do título, que está em seu 13º volume.

Ambientada em Danelaw do século XI, a série acompanha a jornada de Thorfinn, um jovem islandês cuja vida tranquila ao lado da família é interrompida quando seu pai, um conhecido viking, é assassinado. Movido pelo desejo de vingança, Thorfinn se junta ao bando de Askeladd, líder de um grupo de mercenários e o próprio responsável pela morte de seu pai.
Esta é a primeira exposição de um mangá no castelo de Malbrouck, que recebe desde 2017 várias exposições relacionadas a quadrinhos, em uma parceria com o Festival de Angoulême. “Vinland Saga, Une quête d’identité” foi apresentada originalmente na 52ª edição do Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême, que ocorreu de 29 de janeiro a 1º de fevereiro deste ano, na qual Makoto Yukimura estava presente. A exposição, no entanto, não contava com os itens arqueológicos vikings, que fazem parte do acervo do Museum aan de Stroom (MAS), em Antuérpia na Bélgica.






