Buzzkill – O Poder É Uma Droga

25 fevereiro 2022

De Donny Cates, Mark Reznicek, Geoff Shaw e Lauren Affe
104 páginas
Devir | 2022
Tradução: Marquito Maia

Um quadrinho curto, direto ao ponto, com bastante ação e doses de drama. Buzzkill – O Poder É Uma Droga, com roteiros de Donny Cates e Mark Reznicek, é uma leitura que entretém, nada mais e nada menos do que isso. Uma história breve, com boas ideias, sobre um herói movido pelo vício.

A HQ acompanha Ruben, um super-herói que ganha poderes incríveis quando usa drogas ilícitas e álcool. Sob o efeito delas, ele vira uma espécie de Superman. No entanto, o uso descontrolado desses entorpecentes, essa natureza autodestrutiva, o afastou de seus amigos e namorada. Assim, Ruben vive solitário, decidido a deixar o vício, em busca da sobriedade. Mas, evitar a vida de herói, não faz os vilões deixarem de aparecer.

O roteiro do gibi é bom, ainda mais quando você entende tudo aquilo como uma grande alegoria à vida real. Sobre a forma como os dependentes químicos se veem, entre a decadência e a euforia, e como a relação construída no seio familiar pode influenciar na formação do indivíduo.

Porém, mesmo com todos esses conceitos, a HQ é curta demais e da metade para o fim se torna muito apressada. As ideias poderiam ser mais aprofundadas e esse lado dramático, que é o ponto alto da história, mais explorado.


As ilustrações de Geoff Shaw são boas. Nos lembraram do traço de Sean Murphy e Rafael Albuquerque. Os quadros são carregados de movimento, o que contribui para o ritmo da obra.

Publicado pela Devir, Buzzkill – O Poder É Uma Droga é um quadrinho bem escrito que, por trás de uma história de herói, esconde ideias inteligentes. Só que se tivesse algumas páginas a mais, certamente teria sido melhor.

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