
O site Deadline revelou nesta quinta-feira (23) que a Netflix vai produzir uma série baseada no quadrinho “Black Hole”, de Charles Burns. Desenvolvida em parceria com o estúdio New Regency, a adaptação será dirigida e roteirizada por Jane Schoenbrun, conhecida pelo filme “I Saw the TV Glow”.
Curiosamente, esta não é a primeira vez que a New Regency se envolve em uma adaptação de “Black Hole”. Há alguns anos, o estúdio, em parceria com a produtora Plan B., chegou a desenvolver um projeto para levar a HQ aos cinemas, que seria dirigido por Rick Famuyiwa, mas a iniciativa acabou não seguindo adiante. Desta vez a situação é diferente, e a Netflix já deu sinal verde para o início dos trabalhos, garantindo que a produção avance.
O quadrinho se passa nos arredores de Seattle, em meados da década de 1970, quando uma praga inominável e traiçoeira se espalha entre os adolescentes locais através do contato sexual e parece não poupar ninguém. A infecção se manifesta de forma diferente em cada um: enquanto alguns exibem apenas manchas discretas na pele, fáceis de esconder, outros sofrem mutações grotescas. E, uma vez contaminado, não há caminho de volta.

Publicado originalmente em 12 edições entre 1995 e 2005, “Black Hole” começou a ser lançado pela Kitchen Sink Press e, após o encerramento da editora, passou a ser publicado pela Fantagraphics, que também republicou os primeiros volumes. Ao longo de uma década, Charles Burns construiu uma obra que se tornaria um marco dos quadrinhos alternativos.
No Brasil, Charles Burns é publicado majoritariamente pela DarkSide Books, que além de “Black Hole” também lançou “Big Baby”, “El Borbah” e, mais recentemente, “Final Cut”. Vale lembrar que a HQ chegou ao país pela primeira vez em uma edição da Conrad, dividida em dois volumes lançados em 2007 e 2008.





