Após sete anos sem publicar, criador de “Gintama” anuncia novo mangá

Hideaki Sorachi retorna à Shonen Jump com “2-Nen B-Gumi Yusha Destroyers” em abril.

30 março 2026
Imagem do anime de “Gintama”.

O mangaká Hideaki Sorachi, criador de “Gintama”, está retornando à revista Shonen Jump sete anos depois do encerramento de sua obra máxima. O autor, que não publicava desde 2019, será o responsável por “2-Nen B-Gumi Yusha Destroyers”, nova série do famoso periódico da Shueisha com estreia programada para o mês de abril.

De acordo com uma prévia divulgada pela editora japonesa, a nova obra promete resgatar o humor ácido e irreverente que fizeram de Sorachi uma verdadeira referência dos mangás de comédia. Na trama, o Rei Demônio é expulso de seu próprio castelo por “heróis” que, em vez de salvar o dia, causam destruição por onde quer que passem.

Primeira imagem de “2-Nen B-Gumi Yusha Destroyers”.

O lançamento faz parte de uma ofensiva estratégica da Shueisha para o segundo trimestre de 2026, período em que a Jump receberá três novos títulos em seu catálogo. Além do novo trabalho de Sorachi, a revista também contará com as estreias de “Roku no Okashina Ie”, de Atsushi Nakamura, e “Natsu to Mushikago”, de Masayoshi Satoshō.

A expectativa em torno da volta de Hideaki Sorachi é bastante alta, dado o sucesso comercial de “Gintama”, que ultrapassou a marca de 73 milhões de cópias em circulação pelo mundo e gerou diversas adaptações, incluindo três longas animados, um anime de quase 400 episódios e dois filmes live-action.

Capa japonesa do primeiro volume do mangá “Gintama”.

Mesmo sendo um sucesso incontestável no Japão, onde foi publicado entre 2003 e 2019 e rendeu 77 volumes, “Gintama” nunca chegou ao Brasil. Quando questionadas sobre a obra, editoras brasileiras costumam apontar o estilo de humor e a consequente dificuldade de adaptação para o português como um dos principais entraves à sua publicação no país. Como curiosidade, o mangá até chegou a ser lançado nos Estados Unidos, em 2007, pela Viz Media, mas acabou sendo cancelado em 2011, após a publicação do 23º volume.

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