
Um dos marcos fundamentais da história dos quadrinhos, “Yellow Kid” ganhará uma edição brasileira que compila a fase integral de Richard F. Outcault no jornal New York World. Em campanha no Catarse pela Tábula Editora, a publicação traz tiras publicadas entre 1895 e 1896, acompanhadas de extras escritos pelos especialistas Lucas Almeida de Melo e Waldomiro Vergueiro. Intitulada “O Garoto Amarelo”, a HQ tem previsão de lançamento para novembro.
Criada por Outcault, a obra é considerada um dos primeiros quadrinhos de imprensa da história. A tira, que se chamava “Hogan’s Alley” e não “Yellow Kid”, retratava de forma satírica os subúrbios de Nova York, e seu protagonista era Mickey Dugan, um menino careca, de dentes tortos e camisolão amarelo, que passou a ser conhecido como Yellow Kid.

Um fato curioso é que em outubro de 1896, Outcault migrou o personagem para outro jornal, o New York Journal. O New York World manteve os direitos da tira “Hogan’s Alley”, que continuou sendo produzida, porém pelas mãos de outro artista, George Luks.
Portanto, por certo período de tempo, o garoto foi personagem de dois quadrinhos simultaneamente em jornais diferentes, até o encerramento definitivo da série em 1898. É importante ressaltar que a publicação da Tábula reúne apenas a fase de Outcault no New York World.

Embora não seja possível afirmar que “Yellow Kid” foi a primeira tira de quadrinhos, ela é considerada por historiadores como uma das pioneiras na definição das convenções da linguagem de quadrinhos. Além disso, o sucesso do personagem também se refletiu fora das páginas dos jornais. O garoto amarelo estampou desde produtos como painéis publicitários, botões, maços e caixas de cigarro, latas de biscoito, leques, cartões-postais, brinquedos e rótulos de uísque, num dos primeiros casos de merchandising em massa ligado a um personagem de quadrinho nos Estados Unidos.
De acordo com as informações da campanha, a edição terá formato 32 cm x 24 cm, 150 páginas coloridas e capa cartão. Caso o projeto atinja 1000% da meta, a Tábula propõe a inclusão de capa dura. “O Garoto Amarelo” foi traduzido por Carlos Rutz.






