De Jean Van Hamme e Grzegorz Rosinski
420 páginas
Pipoca & Nanquim | 2026
Tradução: Rodrigo Lobo
É fascinante acompanhar a coleção clássica de Thorgal. Neste segundo volume, Jean Van Hamme e Grzegorz Rosinski dobram a aposta e entregam uma sequência de histórias ainda mais ambiciosa, combinando novamente mitologia nórdica, ficção científica e fantasia.
Reunindo oito álbuns, a edição traz um grande arco que ocupa cinco desses livros e que, até aqui, é o ponto alto dos dois primeiros volumes da coleção. Apesar de ser dividido em episódios de 46 páginas, Van Hamme conduz tudo de forma orgânica, deixando o plot principal se desenvolver no tempo certo. A cada livro, surgem novas revelações, o universo da série fica ainda mais rico e a vontade de descobrir onde essa história vai chegar só aumenta.
É nessa saga que conhecemos a guerreira Kriss de Valnor, uma personagem que rouba a cena. O arco também traz despedidas, revela mais sobre o passado de Thorgal e começa a dar pistas sobre os rumos que a série pretende seguir.
Os outros três livros da edição não formam um conjunto tão impactante quanto o arco mencionado, mas entregam boas histórias. Um deles reúne contos curtos da infância de Thorgal e Aaricia, enquanto os outros dois exploram aventuras, que funcionam mais como pano de fundo para desenvolver a família de protagonistas.
É certo que o roteiro de Van Hamme mantém o leitor constantemente envolvido, seja pelos momentos de ação e mistério, seja pelo cuidado em mostrar o drama humano de seus protagonistas. No entanto, tudo isso ganha ainda mais impacto pelas mãos de Rosinski. O visual de Thorgal é esplêndido. A grandiosidade dos cenários e os detalhes impressionam a cada página.
Lançado pela Pipoca & Nanquim, este segundo volume apenas reforça a grandeza de Thorgal. É o tipo de série que não precisa justificar o status de clássico que conquistou, basta ler para entender.









