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Piteco: Fogo

De Eduardo Ferigato
96 páginas
Panini Comics | 2019

Com um visual belíssimo e uma história bem amarrada, Piteco – Fogo, de Eduardo Ferigato, entrega uma bela aventura, marcada não só pela ação, mas também pelas bem-sucedidas relações entre personagens. Aqui, vemos uma versão mais madura de Piteco, que de certa maneira dá continuidade à história de Shiko, na MSP Ingá. Ele e Thuga, sua companheira, formaram uma família com a chegada da filha Thala.
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É com o protagonismo de Thala, uma adolescente determinada, que Fogo ganha sua melhor nuance. Dividir o espaço de Piteco em cena com os demais personagens, com destaque para sua filha, claro, foi um grande acerto de Ferigato. Dessa maneira, nos sentimos identificados com traços da personalidade de cada um daqueles que, por vezes, ganhavam protagonismo em cena.
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Outro destaque é o Piteco cheio de dimensões apresentado pelo autor, com defeitos e qualidades acentuados. O quadrinista não deixa de lado o tom aventuresco da HQ e insere ótimas cenas de ação e sequências que poderiam até parecer pouco prováveis, mas funcionam bem na prática.
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A Idade da Pedra de Ferigato é ambientada com cuidado e ganha ainda mais beleza com as cores de Marcelo Costa. Ficamos verdadeiramente surpreendidos com o balanço final desta HQ. Esta é, sem dúvidas, uma MSP que leva o personagem muito além daquilo inicialmente pensado por Mauricio de Sousa.

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Piteco: Presas

De Eduardo Ferigato
96 páginas
Panini Comics | 2021

A Graphic MSP Piteco – Presas, dá continuidade às aventuras do personagem pelas mãos de Eduardo Ferigato. Passado algum tempo desde volume anterior (“Fogo”), Piteco e sua filha adolescente, Thala, precisam partir em uma jornada rumo às perigosas montanhas brancas, em busca de um amigo que foi caçar.

Assim como em “Fogo”, Ferigato trabalha muito bem a dinâmica entre pai e filha. Thala não perde protagonismo e parece mais madura e autoconfiante nesta edição. A presença feminina, sem dúvidas, foi uma ótima adição às histórias de Piteco.

Outro destaque é o ritmo da HQ, com boas cenas de combate e um visual que contribui para que o leitor se sinta imerso na aventura. A arte de Ferigato é perfeita para o gênero. Ao mesmo tempo, Piteco – Presas, como é comum no selo Graphic MSP, carrega consigo um ensinamento importante, que se desenvolve ao longo da história. Apesar do bom ritmo, ao final, temos uma sequência que nos pareceu uma resolução rápida demais, e que poderia ser melhor explorada caso contasse com algumas páginas a mais.

Uma aventura gostosa de ler, Piteco – Presas é uma boa obra para presentear jovens leitores. Mesmo que seja uma sequência para Piteco – Fogo, o quadrinho pode tranquilamente ser lido avulso, afinal a trama também funciona de forma independente, como uma viagem divertida à “Idade da Pedra”.