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O Mundo de Yang: Rumo ao Sul, Vol.2

De Orlandeli
60 páginas
Independente | 2019

O Mundo de Yang é mais uma obra que expressa o modo particular que Orlandeli tem de ver a vida, seus acontecimentos e acasos. Além da forte inspiração na cultura oriental, essa é uma das HQs mais bem-humoradas do autor, que maneja bem os diálogos e utiliza a linguagem coloquial de forma exemplar.

Neste segundo volume, financiado via Catarse, Yang e Loh seguem sua jornada e encontram novos amigos no percurso. De forma singela, Orlandeli insere elementos da filosofia oriental e seus ensinamentos, sempre se preocupando em não parecer panfletário. É justamente neste ponto que o humor de seus personagens dá um ótimo alívio cômico em cenas que poderiam parecer muito densas.

Reencontrar Yang é sempre uma boa aventura. O cuidado do autor tanto com roteiro quanto com a parte gráfica de seus quadrinhos é digno de elogio. Esse belo casamento entre texto fluido e uma arte cheia de personalidade fazem de O Mundo de Yang uma série indicada para os mais diversos leitores e uma boa pedida para uma leitura rápida, mas nada superficial.

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O Mundo de Yang: Dois Cortes, Vol.3

De Orlandeli
66 páginas
Independente | 2021

O terceiro volume de O Mundo de Yang, de Orlandeli, mantém as principais características que nos fazem adorar essa série. A maneira como o quadrinista tem conduzido a trama é fluida, leve e muito divertida em todos os volumes, inclusive em Dois Cortes. E, apesar de ser uma série, é possível tranquilamente ler os volumes de forma independente, já que as histórias são, de certa forma, “fechadas” naquela edição.

Yang segue em sua missão ao lado da Irmandade Flor de Ameixa e, desta vez, o inimigo afeta intimamente seus oponentes. Após o protagonista ser mordido por uma criaturinha curiosa, seus comportamentos passam a ser mais agressivos. Para reverter a situação, Mestre Loh busca um velho amigo e a história se desenvolve. O Mundo de Yang sempre possui ensinamentos diluídos no roteiro, Orlandeli consegue apresentar a filosofia oriental de uma maneira simples, mas nada panfletária ou com jeito de autoajuda.

Como a própria premissa diz, a busca de Yang nesta edição é por entender melhor quem ele é e como se posicionar em um universo onde o confronto é uma regra. É claro que isso conversa muito conosco, com a nossa rotina nas redes sociais, com o mundo em que vivemos.

 

Na arte temos a fluidez única do quadrinista, com traços leves, esvoaçantes e grafismos para compor os quadros. O domínio da narrativa é evidente e é essencial para que o humor, que é permanente em todas as edições da série, seja efetivo.

É uma delícia ler O Mundo de Yang. Uma leitura que entretém e também nos faz pensar sobre o “eu”, sobre o “nós”, sobre o “outro”. Terminamos essa edição já querendo ter em mãos a próxima.