De Pieter De Poortere
64 páginas
Panini | 2026
Tradução: Marcelo Alencar
Existem quadrinhos com público-alvo infantojuvenil que funcionam muito bem também entre os adultos. A própria coleção BD Disney traz alguns bons exemplos. Porém, infelizmente, esse não é o caso de Super Mickey, de Pieter De Poortere. Embora seja uma aventura redondinha e de leitura agradável, a obra parece mirar diretamente o público infantil.
Apesar do título, quem é o fio condutor da história é o Pateta. Depois de fracassar ao tentar salvar um gatinho, ele acaba virando meme na internet. Abatido, vai dormir sonhando em ser visto de outra forma. Só que, naquela mesma noite, um meteorito mágico cai em seu quintal e transforma sua plantação de amendoins. A partir daí, Pateta se torna o herói que sempre quis ser.
Mas não dura muito. Ele pega um resfriado e perde seus amendoins mágicos. É aí que Mickey assume o protagonismo e precisa ocupar o lugar de herói. O problema é que ele não tem nenhum superpoder.
A aventura em Super Mickey é simples e direta. Sem balões de fala e com muitos quadros, De Poortere aposta no humor visual, explorando também os próprios recursos da linguagem dos quadrinhos, assim como acontece Imbatível, de Pascal Jousselin, embora aqui seja mais tímido.
Seu traço arredondado e limpo, além de dar clareza às situações, tira bom proveito das expressões dos personagens para reforçar as gags.
Publicado pela Panini, Super Mickey é uma leitura rápida e leve, que vai encontrar seu público entre os pequenos. Eles, com certeza, vão aproveitar mais a HQ.








