
A cidade de Saint-Malo, na França, recebeu de 9 a 11 de outubro a 45ª edição do Quai des Bulles, um dos principais festivais de quadrinhos do país. A programação inclui a tradicional premiação do evento, que reconhece obras e autores publicados no mercado francófono.
O principal prêmio, o Prix Ouest-France, passou a ser concedido neste ano em parceria com a emissora ICI Bretagne e tem seu vencedor escolhido por um júri formado por leitores de 18 a 35 anos. O vencedor desta edição foi “Akari”, mangá em volume único de Marco Kohinata, que também levou a 20ª edição do Prix Asie de la Critique ACBD. Ainda inédita no Brasil, a obra é da autora de “A Prisão no Céu”, HQ publicada pela JBC no ano passado.
O Grand Prix, que homenageia um autor por sua contribuição aos quadrinhos, foi concedido a Tebo, publicado no Brasil pela Panini com a BD Disney “A Juventude de Mickey”. Como já é tradição no festival, o homenageado será responsável pela criação do cartaz da edição do próximo ano.

Na categoria Melhor Álbum, o vencedor foi “Montefiore”, de Pierre-Henry Gomont, autor de “Afirma Pereira”, adaptação do romance de Antonio Tabucchi, e “Malaterre”, ambos publicados no Brasil pela Nemo. Lançada em setembro na França, a HQ acompanha dois irmãos apaixonados por corridas de cavalos que são convidados a passar o verão na propriedade onde o pai cresceu. A obra ainda não tem edição brasileira anunciada.
Já a categoria de Revelação, dedicada a novos talentos, foi concedida a “Levure”, de Juliette Hayer, quadrinho também inédito no Brasil. A HQ acompanha Charlotte, uma aspirante a roteirista de cinema que acaba trabalhando em uma lanchonete dentro de uma estação de trem.
De acordo com a imprensa local, o Quai des Bulles 2026 reuniu 38 mil visitantes ao longo de seus três dias de programação.






