
O Quai des Bulles, um dos mais importantes (e charmosos) festivais de quadrinhos da França, responsável por uma das premiações mais prestigiadas do país, anunciou neste sábado (25) os vencedores da edição de 2025, realizada na cidade de Saint-Malo.
O principal prêmio, o Prix Ouest-France, é concedido em parceria com o jornal Ouest-France e escolhido por um júri de leitores do veículo. O vencedor deste ano foi “O Abismo do Esquecimento”, de Paco Roca e Rodrigo Terrasa, publicado na França em janeiro pela Delcourt. A HQ narra a luta de uma idosa de mais de oitenta anos para recuperar os restos mortais do pai, fuzilado durante a ditadura franquista e enterrado em uma vala comum ao lado de centenas de outros homens. No Brasil, a obra foi lançada pela Devir em 2024.

Para se ter uma ideia da relevância do prêmio, vários vencedores dos últimos dez anos já foram publicados no Brasil. Entre eles estão “Dias de Areia” (Nemo, 2022), de Aimée de Jongh, vencedor em 2021; “Uma História Real de Crime & Poesia” (DarkSide, 2022), de David L. Carlson e Landis Blair, vencedor em 2020; “O Deus Vagamundo” (HQueria, 2025), de Fabrizio Dori, vencedor em 2019; e “A Terra dos Filhos” (Veneta, 2018), de Gipi, vencedor em 2017.
Outras três categorias fazem parte da premiação. O Grand Prix, que homenageia um autor por sua trajetória e contribuição aos quadrinhos, foi concedido a Tony Valente, criador de “Radiant”, série publicada na França pela Ankama desde 2013. No Brasil, o quadrinho já conta com 16 volumes lançados pela Panini.
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A categoria de Melhor Álbum ficou com “Soli Deo Gloria”, de Jean-Christophe Deveney e Édouard Cour, publicado pela Dupuis e ainda inédito no Brasil. A história transporta o leitor ao século XVIII e acompanha duas crianças gêmeas cujas vidas serão transformadas para sempre pela música.

Por fim, a categoria de Revelação, que como o próprio nome indica premia um autor emergente, é destinada a artistas que vivem ou trabalham na França e que tenham publicado no máximo três álbuns. O vencedor foi “Azur Asphalte”, de Sylvain Bordesoules, também inédito no Brasil.






