Primeiro mangá concluído no Brasil ganha edição de luxo na França

“Mai, a Garota Sensitiva” volta à França em edição 2 em 1.

23 março 2026
A primeira publicação nos EUA foi no formato de revistas pela Viz/Eclipse. (Imagem: Blog Total Eclipse)

Nas próximas semanas, o clássico “Mai, The Psychic Girl”, de Kazuya Kudo e Ryoichi Ikegami, voltará a ganhar destaque no exterior. A editora Vega lançará na França uma nova edição de colecionador da obra, quase 30 anos após sua primeira publicação no país. O primeiro volume está programado para o início de abril.

Conhecido no Brasil como “Mai, a Garota Sensitiva”, o mangá tem um lugar especial no mercado nacional por ter sido o primeiro quadrinho japonês publicado na íntegra por aqui, em 1992 pela Editora Abril.

Capa dos dois primeiros volumes da nova edição francesa.

A série retornará à França em formato 2 em 1, reunindo todos os capítulos da história em três volumes de aproximadamente 400 páginas. Serializado originalmente na revista Shonen Sunday, da Shogakukan, o mangá foi publicado de 1985 a 1986, no Japão, e finalizado em seis tomos.

Misturando ação e elementos fantásticos, a história acompanha Mai, uma garota de 14 anos que possui poderes telecinéticos e os utiliza principalmente para fazer travessuras. No entanto, quando uma organização secreta tenta usá-la para dominar o mundo, tudo muda. Seus poderes deixam de ser uma brincadeira, e Mai precisa entender que certos dons vêm acompanhados de grandes responsabilidades.

Capa dos oito volumes da edição brasileira. | Foto: Acervo de colecionador  

Mangá histórico para o Brasil

Em um formato que dividia os seis volumes da série em oito livros, com um número menor de páginas em relação ao original japonês, a coleção brasileira de “Mai, a Garota Sensitiva” foi lançada ao longo do segundo semestre de 1992 pela Abril.

Cabe dizer que, àquela altura, outros dois mangás já haviam aterrissado em solo brasileiro, mas acabaram não sendo publicados integralmente: o aclamado “Lobo Solitário”, de Kazuo Koike e Goseki Kojima, iniciado em 1988, mas cancelado pela Cedibra; e “Crying Freeman”, do mesmo Ryoichi Ikegami em parceria com Kazuo Koike, lançado em 1990 em uma versão incompleta, pela Nova Sampa.

Até o momento, não há previsão de uma nova edição brasileira de “Mai, a Garota Sensitiva”. Ainda assim, movimentos recentes podem indicar um cenário favorável. No fim do ano passado, a Editora JBC iniciou a republicação de “Sanctuary”, outro trabalho ilustrado por Ikegami, o que pode recolocar outras obras do artista como “Mai” e, até mesmo, “Crying Freeman”, que já foi reeditado pela Panini, nos anos 2000, no radar das editoras.

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