Panini traz “Mujirushi”, de Naoki Urasawa, em edição dupla com luva especial

Anunciada na CCXP25, a obra chegará ao Brasil em dois volumes vendidos em conjunto.

3 agosto 2026
Por Fora do Plástico

Anunciado durante o painel da editora na CCXP25, “Mujirushi”, de Naoki Urasawa, será publicado pela Panini em outubro. Já em pré-venda, o mangá faz parte da coleção de quadrinhos produzidos em parceria com o Museu do Louvre.

Publicado originalmente no Japão entre 2017 e 2018, o mangá foi serializado na revista Big Comic Original, da Shogakukan, e posteriormente recebeu duas versões: uma em volume único e outra em duas edições. No Brasil, a Panini optou por esta última, reunindo os dois volumes em um único pacote acompanhado de uma luva em formato de porta-retrato. A publicação terá 278 páginas (somando os dois livros), preço de capa de R$ 179,90 e formato maior que o de um mangá tankobon tradicional.

Modelo que serviu de inspiração para a edição brasileira. (Foto: eBay)

Na história, uma jovem e seu pai endividado acreditam que a pintura “A Rendeira”, do pintor holandês Johannes Vermeer, pode ser a solução para seus problemas financeiros. Para isso, eles terão de roubar o quadro de dentro do vigiado Museu do Louvre, em Paris.

Com a chegada de “Mujirushi”, Urasawa alcança seu sétimo trabalho publicado no Brasil, sendo o sexto pela Panini. A editora já publicou “Monster” e “Pluto”, atualmente reedita “20th Century Boys” e segue com as publicações de “Billy Bat” e “Asadora”. Antes disso, no início dos anos 2000, a extinta PNC publicou apenas o primeiro volume de “Combat”, série ilustrada por Urasawa em parceria com Kazuya Kudo.

A publicação também amplia a presença da coleção do Louvre no mercado brasileiro. Em 2018, a Pipoca & Nanquim inaugurou a série por aqui com “Guardiões do Louvre”, de Jiro Taniguchi. “Rohan no Louvre”, de Hirohiko Araki, chegou pela mesma editora em 2020. Já “Os Gatos do Louvre”, de Taiyo Matsumoto, foi lançado pela JBC em 2023. Ainda assim, obras da coleção assinadas por autores como Étienne Davodeau, Marc-Antoine Mathieu e Enki Bilal seguem inéditas no Brasil.

Quadro “A Rendeira” do pintor Vermeer.
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