
Morreu aos 73 anos o roteirista norte-americano Gerry Conway, comunicou a Marvel nesta segunda-feira (27), em nome da família. Considerado uma lenda dos quadrinhos, ele cocriou o Justiceiro e escreveu o clássico “A Morte de Gwen Stacy”. A causa da morte não foi divulgada.
Nascido em Nova York em 10 de setembro de 1952, Conway cresceu rodeado de quadrinhos, antes de decidir seguir carreira na área. Sua estreia profissional foi aos 16 anos, com uma história na revista de mistério e fantasia “House of Secrets” da DC. Após alguns trabalhos menores na editora de duas letras, fez amizade com Roy Thomas, o então editor-chefe da Marvel, e logo foi convidado a escrever para a Casa das Ideias, estreando em 1970.
“Do Homem-Aranha aos Vingadores, do Homem de Ferro à Capitã Marvel, Gerry Conway escreveu com maestria quase todos os personagens do Universo Marvel“, destacou o atual editor-chefe da Marvel, CB Cebulski, na nota de falecimento do quadrinista. Publicada em 1973, “A Morte de Gwen Stacy” é considerada um marco nos quadrinhos de super-herói, que mudou os rumos do Homem-Aranha e elevou o grau de dramaticidade nas HQs.
Além de cocriar o Justiceiro, Conway foi o responsável por apresentar Carol Danvers como Ms. Marvel, em 1977. A série escrita por ele estabeleceu Carol como uma das heroínas mais poderosas do Universo Marvel e lançou as bases para que ela se tornasse a Capitã Marvel depois.

Apesar da extensa contribuição para a história da Marvel, o roteirista também retornou à DC. Na editora, assumiu o comando de revistas importantes como “Detective Comics” e “Superman” e cocriou os personagens Nuclear e Jason Todd, o segundo Robin, que substituiu Dick Grayson. Foi também na DC que escreveu a elogiada minissérie “Cinder e Ashe”.
Em 2022, Gerry Conway foi diagnosticado com câncer de pâncreas, mas posteriormente recebeu o diagnóstico de remissão. No ano passado, esteve no Brasil como convidado da CCXP25.





