De André Catarinacho e Felipe Nunes
232 páginas
VR Editora | 2025
Max Medroso é como um retorno delicioso à infância. André Catarinacho e Felipe Nunes entregam na HQ infantojuvenil uma experiência que é divertida, despretensiosa e ainda assim carregada de ensinamentos perfeitamente inseridos na narrativa. Com ares de revista Recreio, a obra nos apresenta a portais interdimensionais, um vilão ditador que planeja dominar o mundo com celulares e uma aventura que convida quem lê a desafiar seus próprios medos.
Quando acidentalmente abre um portal para outra dimensão, ao desenhar na lousa da escola, Max permite que os monstros mais assustadores invadam o planeta Terra. Uma brecha perfeita para Celulord, um ser maligno que controla uma IA que pode transformar pessoas em zumbis digitais. Diante desse cenário caótico, o protagonista é recrutado, ao lado do herói Mico Leão Malvado, para barrar a invasão e evitar suas consequências.
A criatividade está em cada página de Max Medroso, mesmo que abrace os absurdos que tornam esse quadrinho tão divertido, o roteiro é especialmente ancorado na realidade. A HQ passa longe de trazer uma lição de moral artificial e insere todas as conexões com os nossos tempos e com dilemas da infância (mas também de outras fases da vida) de forma muito natural, integrada à trama. O resultado é uma obra que funciona para todas as idades, mesmo com um público-alvo definido.
Parte do triunfo do quadrinho está no visual de Felipe Nunes. As páginas cheias de movimento, multicoloridas, fornecem a ambientação adequada às loucuras do enredo. O projeto ganha intensidade e ainda mais vida em suas mãos.
Publicado pela VR Editora, Max Medroso é uma excelente opção de presente para leitores da faixa etária a que a obra se destina. Ao mesmo tempo, proporciona uma viagem afetiva para quem já passou dessa fase e pode reencontrar a empolgação e o gostinho da infância.








