
Foi inaugurada nesta semana no Museu Guimet, em Paris, a exposição “Manga tout un art!” (Manga, toda uma arte!, em tradução livre). Na mostra dedicada à história do mangá, o visitante irá encontrar obras clássicas, assim como artes tradicionais da cultura japonesa. A exposição segue até março do ano que vem.
O percurso se inicia nas origens e influências do mangá moderno, o papel da imprensa e da animação, com a exibição de livros ilustrados e rolos pintados dos séculos XVIII e XIX. A trajetória pela arte sequencial japonesa também se debruça sobre a obra do consagrado Osamu Tezuka e pela criação do movimento gekiga, com um estilo mais realista e sombrio, destinado especialmente aos adultos. A linha do tempo também percorre a produção contracultural dos anos 1960 e 1970, sem deixar de lado o shounen moderno.

A exposição ainda tem uma sala exclusivamente dedicada à icônica gravura “A Grande Onda de Kanagawa”, de Hokusai. O espaço é descrito como uma experiência imersiva, educativa e meditativa. “Ao lado da gravura original, painéis de artistas de quadrinhos como David Etien, Coco e Moebius, bem como um espetacular vestido de alta-costura da Maison Dior, ilustram a influência duradoura deste ícone da arte japonesa em artistas do mundo todo”, destaca o museu em nota.
A curadoria ficou a cargo de Estelle Bauer, conservadora das coleções do Japão no Museu Guimet, e de Didier Pasamonik, editor e jornalista especializado em quadrinhos. O objetivo do museu com esta exposição é atrair um público jovem. “Não é uma exposição de quadrinhos como as demais, é uma exposição que coloca os quadrinhos em paralelo com o acervo Guimet, com as obras que se encontram no Guimet”, explicou Pasamonik à AFP.
O Museu Guimet foi fundado no fim do século XIX e expõe um vasto acervo de arte, arqueologia e etnografia oriental. O museu busca manter colaborações científicas e técnicas com os principais museus da Ásia.






