[Especial]

Mangá de peso à vista? Qual pode ser o próximo título da Pipoca & Nanquim

Bruno Zago revelou quatro animes favoritos e confirmou que um deles já tem o mangá licenciado pela Pipoca & Nanquim.

20 fevereiro 2026

O sócio-fundador da Pipoca & Nanquim, Bruno Zago, resolveu provocar a curiosidade dos fãs de mangá. Em um vídeo publicado nesta quarta-feira (18), no canal da editora no YouTube, Zago listou seus quatro animes favoritos do momento e revelou que um deles já tem o mangá original licenciado pela casa. O anúncio oficial será feito em uma live no dia 25 de fevereiro.

A seleção reúne obras bastante diferentes entre si, e o primeiro título citado já desponta como o mais desafiador em termos de publicação: “Baki the Grappler”, de Keisuke Itagaki. Publicado no Japão entre 1991 e 1999 na revista Weekly Shonen Champion, da editora Akita Shoten, o mangá foi compilado em 42 volumes. Sua história, entretanto, deu origem a diversas sequências que, somadas à série original, ultrapassam as 150 edições. Iniciada em 2023, a fase atual da franquia, intitulada “Baki Rahen”, está em seu quinto livro e segue em andamento na mesma revista que viu nascer a primeira parte da obra.

Em “Baki the Grappler”, o leitor acompanha a jornada de Baki Hanma, um jovem lutador que treina incansavelmente para superar o próprio pai, Yujiro Hanma, conhecido como “a criatura mais forte que já pisou sobre a Terra”. Marcada pelo traço hipertrofiado e pelas situações da narrativa que extrapolam os limites da biologia, a HQ conta com mais de 100 milhões de cópias em circulação pelo mundo e, apesar de ser bastante extensa, é frequentemente pedida pelos fãs, segundo Bruno Zago.


O segundo título mencionado é “Hi Score Girl”, comédia de Rensuke Oshikiri. Serializado na revista Big Gangan, da Square Enix, o seinen de 10 volumes foi publicado originalmente entre 2010 e 2018 e ganhou projeção internacional com a adaptação animada do estúdio J.C.Staff, exibida entre 2018 e 2019, em duas temporadas.

Indicado ao Manga Taisho e ao Prêmio Cultural Osamu Tezuka, o mangá, ambientado nos anos 1990, acompanha o jovem Haruo, um rapaz obcecado por videogames, que acaba encontrando uma rival, a garota Akira, capaz de desafiá-lo como ninguém nos jogos de fliperama.

O terceiro mangá é o seinen “Kotarou wa Hitorigurashi”, de Mami Tsumura. Conhecido no Brasil como “Kotaro Vai Morar Sozinho”, mesmo título da adaptação animada produzida pelo estúdio Liden Films e distribuída mundialmente pela Netflix, o mangá foi publicado no Japão entre 2015 e 2023, totalizando 10 volumes pela Shogakukan.

Na trama, o pequeno Kotaro vive sozinho em um edifício residencial. Ao longo de 177 capítulos, seus vizinhos, entre eles um mangaká frustrado, um homem com jeito de membro da máfia e uma acompanhante de luxo, tentam compreender como uma criança de apenas quatro anos consegue ser tão independente. A convivência, no entanto, revela gradualmente os motivos melancólicos por trás de seu amadurecimento precoce.

O último quadrinho citado é o clássico “Ronin Warriors”, obra de Hajime Yatate e Ryuuichi Hoshino. Publicado pela editora japonesa Kodansha em dois volumes, entre 1988 e 1989, o mangá ganhou em 1992 uma sequência em volume único intitulada “Shin Yoroiden Samurai Trooper”. A franquia se tornou conhecida no Brasil como “Samurai Warriors”, a partir da exibição do anime pela extinta TV Manchete, na década de 1990.

O enredo de “Ronin Warriors” traz cinco jovens guerreiros, cada um portando uma armadura mística que representa os elementos da natureza e as virtudes humanas. Unindo-se para proteger a Terra, eles enfrentam o império do mal de Scorpio (Arago), que tenta dominar o mundo.

Entre um gigante editorial como “Baki the Grappler”, um cult nostálgico como “High Score Girl”, um drama sensível como “Kotaro Vai Morar Sozinho” e um clássico dos anos 1990 como “Ronin Warriors”, resta agora aguardar a live da quarta-feira (11), quando o mistério finalmente será revelado.

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