
A Shonen Jump, revista de mangás mais popular do Japão, encerrou, na segunda-feira (24), o seu ano de 2025. O periódico, que reinicia sua contagem em dezembro, distribui dezenas de séries de forma semanal. Por causa do ritmo intenso, a Jump costuma ter algumas ausências, ou seja, capítulos que não são publicados naquela semana. Algo que tem se tornado mais frequente por uma demanda dos próprios autores, diante de questões de saúde física e mental devido à carga exaustiva de trabalho.
Assim como fez um recorte dos títulos que mais vezes estamparam a capa da famosa revista, a página @mangaxrepublic realizou um levantamento do número de ausências dos mangás serializados na Jump entre dezembro de 2024 e novembro deste ano, período correspondente ao ano de 2025 para as publicações da Shueisha.
Encabeçando a lista está “Hunter x Hunter”, de Yoshihiro Togashi, que somou 46 ausências e se isolou na primeira posição. O mangá, em andamento desde 1998, teve os capítulos #409 e #410 publicados nas edições #01 e #02 da Shonen Jump de 2025, lançadas em dezembro do ano passado. Nos outros 46 volumes — que incluem quatro edições duplas e chegam, portanto, aos 52 volumes da revista publicados por ano pela Shueisha —, o quadrinho não fez nenhuma aparição. Recentemente, o mangaká fez novas postagens no X dando indícios de que os próximos capítulos já estão em produção.

Na 2ª posição está “One Piece”, que tem recebido um número maior de pausas nos últimos anos, e ficou fora de 12 edições do periódico. Embora a Shueisha não se pronuncie detalhadamente a respeito desses intervalos, o que se sabe é que Eiichiro Oda tem se preocupado mais com o seu bem-estar, algo que tornou público desde a morte de seu mentor, Akira Toriyama, em março de 2024.
O fato de “One Piece” ter alcançado o status que tem atualmente, sendo há anos o mangá mais vendido da história, também garante a Oda um maior prestígio junto à revista, permitindo que ele tire folgas que autores menos consagrados normalmente não podem tirar. Esse direito, inclusive, estende-se ao próprio Yoshihiro Togashi, que além de ser um dos mais talentosos e relevantes mangakás da atualidade, também possui grande influência nos bastidores do mercado editorial japonês.

“Kagurabachi”, de Takeru Hokazono, ficou com a 3ª colocação, após acumular três ausências. Publicado no Brasil pela Panini, o battle shonen parou duas vezes por questões envolvendo a saúde do autor, além de uma pausa de uma semana por circunstâncias (não especificadas) envolvendo a produção do mangá.
“Witch Watch”, de Kenta Shinohara; “Blue Box”, de Kouji Miura, e “The Elusive Samurai”, de Yusei Matsui, fazem parte dos títulos que tiveram duas ausências. “Sakamoto Days”, de Yuto Suzuki, teve apenas uma pausa, assim como “Nue’s Exorcist”, de Kouta Kawae.





