Kodansha Manga Award 2026: mangás publicados no Brasil dominam premiação

Entre os premiados nas três categorias do Kodansha Manga Award 2026, apenas um mangá ainda não foi lançado no Brasil.

12 maio 2026

A editora Kodansha revelou, na segunda-feira (11), os vencedores da 50ª edição do Kodansha Manga Award, premiação anual realizada desde os anos 1970 que reconhece alguns dos principais títulos da indústria de quadrinhos japoneses. Divididos em três categorias, apenas um dos premiados não é publicado no Brasil.

Na categoria Melhor Mangá Shonen, “Gachiakuta” superou obras como “Kaoru Hana: The Fragrant Flower Blooms With Dignity” e “Ichi the Witch”, para ficar com a estatueta. O quadrinho se consolidou como uma das sensações de 2025 graças à animação produzida pelo estúdio Bones, exibida globalmente pela Crunchyroll.

Serializado desde 2022 na revista semanal Shonen Magazine, da Kodansha, “Gachiakuta” é editado no Brasil desde janeiro de 2024 pela Panini. Até o momento, a obra acumula 18 edições no Japão enquanto o mercado brasileiro se prepara para receber seu número #16 em junho. A trama se passa em uma cidade flutuante onde os ricos descartam seu lixo (e pessoas). Nesse ambiente, Rudo é acusado falsamente de homicídio e jogado no Abismo, um lugar infernal de onde tentará escapar a todo custo.

Em Melhor Mangá em Geral, o vencedor foi o seinen “O Incidente de Darwin”, criação de Shun Umezawa que já havia sido derrotada em duas edições anteriores — 2023 e 2024. A obra é publicada no Japão desde 2020 na revista Afternoon, da Kodansha, e ainda está em andamento, com 10 volumes. Em novembro de 2024, a Panini lançou o sétimo livro da edição brasileira, que segue sem novos volumes desde então.

Narrando a jornada de um híbrido de humano e chimpanzé que se torna alvo de um grupo de terroristas, “O Incidente de Darwin” é um dos quadrinhos japoneses mais premiados dos últimos anos. Sucesso imediato, foi laureado no 25º Festival de Artes de Mídia do Japão, promovido pelo Ministério da Cultura japonês, na categoria “Prêmio de Excelência em Mangá”, em 2022, e venceu o 15º Prêmio Manga Taisho, no mesmo ano.

Único premiado inédito no Brasil, “Re-Living My Life with a Boyfriend Who Doesn’t Remember Me” foi nomeado o vencedor em Melhor Mangá Shoujo. A série concorria pelo segundo ano consecutivo e, dessa vez, conseguiu desbancar os seus adversários, dentre os quais estavam “Sob a Luz da Lua”, editado por aqui pela JBC.

Sexta colocada no Manga Taisho 2025, a HQ acompanha Oriana, uma estudante de magia que, após uma morte trágica, desperta no passado em seu corpo de sete anos. Agora, ela deve reconquistar o amor de seu namorado, que não possui memórias do relacionamento anterior, enquanto tenta desvendar e impedir o mistério que os levou à morte.

Serializada na Flos Comic, da Kadokawa, desde 2022, a HQ possui sete volumes publicados até o momento.

Neste ano, os vencedores do Kodansha Manga Award receberão um certificado e uma estatueta de bronze. Além disso, os premiados nas categorias Melhor Shonen e Melhor Shoujo receberão 2 milhões de ienes (aproximadamente R$ 63 mil reais) por obra, para serem divididos entre os coautores. O vencedor em Melhor Mangá Geral leva 1 milhão de ienes.

O corpo de jurados desta edição contou com as presenças de Hikaru Nakamura, conhecido por “Arakawa Under The Bridge” (Panini), e Hiro Mashima, de “Fairy Tail” (JBC) e “Rave” (MPEG).

MELHOR MANGÁ SHONEN
– Utsuranain desu, de Ruka Konoshima (Shogakukan) – Inédito no Brasil (em andamento no Japão com 7 volumes);
– The Fragrant Flower Blooms With Dignity, de Saka Mikami (Kodansha) – Publicado no Brasil pela MPEG (em andamento no Japão com 22 volumes);
– Ichi the Witch, de Osamu Nishi e Shiro Usazaki (Shueisha) – Inédito no Brasil (em andamento no Japão com 7 volumes);
– Gachiakuta, de Kei Urana e Hideyoshi Ando (Kodansha) – Publicado no Brasil pela Panini (em andamento no Japão com 18 volumes).

MELHOR MANGÁ SHOUJO
– Sob a Luz da Lua, de Mika Yamamori (Kodansha) – Publicado pela JBC (em andamento no Japão com 10 volumes);
– Re-Living My Life with a Boyfriend Who Doesn’t Remember Me, de Eiko Mutsuhana, Yugiri Aika e Gin Shirakawa (Kadokawa) – Inédito no Brasil (em andamento no Japão com 7 volumes);
– A Star Brighter Than the Sun, de Kazune Kawahara (Shueisha) – Inédito no Brasil (em andamento no Japão com 13 volumes);
– Gazing at the Star Next Door, de Ammitsu (Kodansha) – Inédito no Brasil (em andamento no Japão com 7 volumes).

MELHOR MANGÁ EM GERAL
– Heisei Haizan-hei Sumire-chan, de Satomi U (Kodansha) – Inédito no Brasil (em andamento no Japão com 7 volumes);
– Spacewalking With You, de Inuhiko Doronoda (Kodansha) – Inédito no Brasil (em andamento no Japão com 4 volumes);
– Nezumi no Hatsukoi, de Riku Ooseto (Kodansha)– Inédito no Brasil (em andamento no Japão com 8 volumes);
– Mii-chan and Yamada-san, de Nene Azuki (Kodansha) – Inédito no Brasil (em andamento no Japão com 5 volumes);
– O Incidente de Darwin, de Shun Umezawa (Shueisha) – Publicado no Brasil pela Panini (em andamento no Japão com 10 volumes).

Carrinho atualizado