De Lucie Bryon
162 páginas
RISCØ | 2025
Tradução: Érico Assis
Composto por três histórias, Happy Endings coloca todo o talento de Lucie Bryon em evidência. Assim como havia sido em Ladras, a quadrinista francesa entrega narrativas visuais fluidas, com todo o charme de sua arte cartunesca e histórias cativantes.
Em Feliz Ano Novo, a primeira história, um jovem aceita o convite para posar para um desenho, mas não sabe se a situação é apenas um favor ou um encontro. Divertida, porém aquém das outras tramas reunidas em Happy Endings, essa é uma boa introdução ao humor e à elegância visual da autora. Como uma preparação do que está por vir.
Oceano é divertida do início ao fim. Dois agentes temporais, Toots e Boots, recebem a missão de capturar um fugitivo que ameaça a ordem do tempo. Para isso, eles são enviados a uma cidade litorânea francesa em meados dos anos 2000. O resultado é uma aventura criativa, bem-humorada e que nos deixa com vontade de ler uma série inteira protagonizada pela dupla de agentes temporais.
A história que fecha o quadrinho, Canção de um dia de verão, carrega a mesma identidade marcante, além de um ótimo desenvolvimento de personagens. A trama é protagonizada por Arthur, um rapaz que consegue um trabalho como jardineiro de um cemitério, durante as férias. Quando um outro jovem passa a aparecer no local, todos os dias, e chorar copiosamente em frente aos túmulos, a vida de Arthur muda completamente.
Em Ladras, citamos que a autora consegue fazer o quadrinho se movimentar diante dos nossos olhos, e aqui não é diferente. Além de construir roteiros deliciosos, Lucie Bryon é uma desenhista e tanto, que bebe de várias fontes, e consegue produzir um visual autêntico.
Publicado pela Risco, Happy Endings é tecnicamente muito bem executado, é inventivo e cheio de personalidade. Acima de tudo, é aquela obra para deixar o leitor com um sorriso no rosto e o coração quentinho.