
David Sala estreia no Brasil com uma reinterpretação de um dos maiores clássicos da literatura. O quadrinista francês adapta “Frankenstein”, de Mary Shelley, em uma HQ que será lançada em novembro pela Figura, pouco tempo depois de sua publicação original na França. O título foi apresentado na noite de quarta-feira (12), em uma live do canal 2Quadrinhos que também marcou o início da pré-venda.
Publicada pela Casterman em abril, o quadrinho de 232 páginas traz a versão de Sala para o mito de Shelley, sem trair, segundo o próprio autor, o espírito do romance original.

Na história, Victor Frankenstein sonha ultrapassar os limites da ciência e criar vida. Mas aquilo que nasce de sua experiência não é apenas uma criatura: é um ser lançado ao mundo sem compreender sua própria existência, condenado à solidão e à rejeição. Enquanto seu criador foge das consequências de seu ato, a criatura precisa descobrir sozinha o que significa ser humano. É nessa relação entre criador e criatura, abandono e pertencimento, diferença e preconceito que David Sala encontra o coração de sua adaptação.
Além da liberdade criativa no roteiro, a escolha artística também rompe com a expectativa em torno de uma adaptação de “Frankenstein”. Embora o clássico seja muito associado a uma atmosfera gótica e sombria, o artista francês aposta em cores vibrantes, criando um contraste marcante com o imaginário tradicional da obra.
A pré-venda do quadrinho acontece no Catarse até 12 de setembro, com desconto durante as primeiras 48 horas da campanha. “Frankenstein”, de David Sala, tem tradução de Maria Clara Carneiro.

O autor
David Sala iniciou a carreira como ilustrador e autor de livros infantojuvenis, antes de se destacar na banda desenhada com “Replay”, em parceria com Jorge Zentner. A série lhe rendeu o Prix de la Ville de Sérignan e, em 2002, o Prix Albert-Uderzo de melhor jovem desenhista.
Entre seus principais trabalhos estão “Le Joueur d’échecs”, baseado em Stefan Zweig, e “Le Poids des héros”, relato autobiográfico publicado em 2022. Este último recebeu importantes prêmios franceses, entre eles o Prix Landerneau BD.










