“Frankenstein” colorido: Figura publica em novembro releitura do clássico por David Sala

Inédito no Brasil, o quadrinista francês David Sala revisita o clássico de Mary Shelley em uma HQ de 232 páginas.

13 agosto 2026
Por Fora do Plástico


David Sala
estreia no Brasil com uma reinterpretação de um dos maiores clássicos da literatura. O quadrinista francês adapta “Frankenstein”, de Mary Shelley, em uma HQ que será lançada em novembro pela Figura, pouco tempo depois de sua publicação original na França. O título foi apresentado na noite de quarta-feira (12), em uma live do canal 2Quadrinhos que também marcou o início da pré-venda.

Publicada pela Casterman em abril, o quadrinho de 232 páginas traz a versão de Sala para o mito de Shelley, sem trair, segundo o próprio autor, o espírito do romance original.

Na história, Victor Frankenstein sonha ultrapassar os limites da ciência e criar vida. Mas aquilo que nasce de sua experiência não é apenas uma criatura: é um ser lançado ao mundo sem compreender sua própria existência, condenado à solidão e à rejeição. Enquanto seu criador foge das consequências de seu ato, a criatura precisa descobrir sozinha o que significa ser humano. É nessa relação entre criador e criatura, abandono e pertencimento, diferença e preconceito que David Sala encontra o coração de sua adaptação.

Além da liberdade criativa no roteiro, a escolha artística também rompe com a expectativa em torno de uma adaptação de “Frankenstein”. Embora o clássico seja muito associado a uma atmosfera gótica e sombria, o artista francês aposta em cores vibrantes, criando um contraste marcante com o imaginário tradicional da obra.

A pré-venda do quadrinho acontece no Catarse até 12 de setembro, com desconto durante as primeiras 48 horas da campanha. “Frankenstein”, de David Sala, tem tradução de Maria Clara Carneiro.

David Sala em seu estúdio. (Foto de Pascal Bastien/Le Monde).

O autor

David Sala iniciou a carreira como ilustrador e autor de livros infantojuvenis, antes de se destacar na banda desenhada com “Replay”, em parceria com Jorge Zentner. A série lhe rendeu o Prix de la Ville de Sérignan e, em 2002, o Prix Albert-Uderzo de melhor jovem desenhista.

Entre seus principais trabalhos estão “Le Joueur d’échecs”, baseado em Stefan Zweig, e “Le Poids des héros”, relato autobiográfico publicado em 2022. Este último recebeu importantes prêmios franceses, entre eles o Prix Landerneau BD.

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