
Uma nova editora está prestes a entrar no mercado editorial, a EDEXS. Com uma proposta que destaca o acabamento luxuoso de suas edições, a casa editorial iniciou sua primeira campanha no Catarse no último fim de semana. A estreia será com o quadrinho “Nottingham”, de David Hazan e Shane Connery Volk, originalmente publicado de forma serializada pela Mad Cave nos Estados Unidos.
A HQ inverte a clássica lenda de Robin Hood e coloca o xerife de Nottingham no centro da história. Nesse thriller medieval, ele caça um assassino em série com predileção por cobradores de impostos. A investigação torna o xerife alvo dos Merry Men, terroristas escondidos entre as árvores de Sherwood, liderados por um homem mascarado, conhecido apenas como “Hood”.

Ao contrário da publicação original, em três volumes, a proposta da EDEXS para seu primeiro título é uma “edição definitiva de luxo”. A editora revela em seus materiais de divulgação que pretende estabelecer “um novo padrão para o mercado brasileiro”. A edição de “Nottingham” reúne uma série de recursos gráficos: hot stamping; emboss e deboss (técnicas de relevo e baixo-relevo); verniz UV em alto-relevo (3D Spot UV); sobrecapa produzida para a edição brasileira pelos artistas Márcio Abreu e Vinicius Townsend; fitilho; costura Smyth Sewn, com os cadernos costurados; folhas de guarda ilustradas e papel couché fosco de 157 g/m².
A combinação desses elementos, segundo a EDEXS, pretende fazer da publicação “um item de coleção, com uma experiência visual e tátil que busca se aproximar de edições produzidas por grandes editoras da Europa, dos Estados Unidos e do Japão.”
De acordo com a editora, a impressão será feita na China, país que é conhecido por ter custos gráficos mais baixos do que o Brasil. O preço de capa de “Nottingham”, informado na campanha do Catarse, é de R$ 129,90. A campanha também oferece opções com valores mais altos e itens adicionais.
O australiano David Hazan é roteirista de títulos como “Kosher Mafia”, “Monomyth” e “Death Drop: Drag Assassin”. Já Shane Connery Volk, foi da música para os quadrinhos. Além de ser vocalista da banda canadense One Bad Son, desenhou “Nottingham” e “Prairie Gods”. A dupla fez parte dos vencedores do concurso de talentos da Mad Cave em 2019.
Uso de inteligência artificial
A editora recebeu críticas de leitores pelo uso de IA em suas imagens de divulgação. Em resposta a um comentário na edição mais recente do Giro, no YouTube, a EDEXS respondeu que a inteligência artificial foi uma “solução temporária para viabilizar a campanha”. Depois, a editora publicou nos stories de sua página no Instagram um vídeo em que informa que o uso de IA reflete uma questão orçamentária.
“O nosso orçamento foi para fazer a melhor edição possível pelo menor preço possível. Então, em vez de repassar esses custos de marketing, para fazer um bom site, para fazer a propaganda, a gente reduziu o preço. O que a gente gastou foi em qualidade editorial e qualidade gráfica”, diz um dos sócios da editora, Elton Rodrigues, no vídeo.
Em comentários e materiais de divulgação, a EDEXS destacou que, apesar do uso de imagens geradas por IA para promover a obra, todo o conteúdo editorial foi feito por humanos. A edição brasileira é assinada pelo Studio Patinhas.










