Nota 4.0

Baby (SÉRIE COMPLETA)

1 abril 2026

De Chang Sheng
Série completa: 872 páginas (Vol.1 320 páginas, Vol.2 264 páginas e Vol.3 312 páginas)
Comix Zone | 2025 – 2026
Tradução: Rud Eric Paixão

Baby, segunda série de Chang Sheng publicada no Brasil, chega completa em três volumes e já deixa clara sua proposta desde o início. É o tipo de leitura que abraça o puro entretenimento, como um bom filme pipoca, sem qualquer pretensão além de divertir.

Em um futuro pós-apocalíptico, a humanidade foi praticamente dizimada, após o surgimento de um parasita desconhecido, chamado Baby, capaz de transformar pessoas em híbridos de humano e máquina. Os poucos sobreviventes estão condenados a uma luta sem fim contra essas “humáquinas”. É nesse cenário arruinado que acompanhamos Elisa, uma policial infectada que, de alguma forma, conseguiu sobreviver ao vírus.

Determinada a encontrar respostas, ela cruza o caminho de um grupo de soldados encarregado de escoltar Alice, uma jovem que pode representar a última esperança de salvação da humanidade.

Mesmo com três volumes, a narrativa se desenrola de forma extremamente dinâmica, quase sem dar espaço para respiro. A trama tem suas conveniências e clichês, com situações previsíveis desde o primeiro volume, inclusive nos papéis assumidos por alguns personagens. Ainda assim, se mantém redondinha do início ao fim, compensando com sequências de ação bem conduzidas e um ritmo que não deixa a história esfriar.

A arte de Chang Sheng é o principal fator que torna a leitura tão convidativa. O artista constrói ambientes urbanos ricos em detalhes que ao mesmo tempo reforçam o vazio e a atmosfera sombria deste mundo. Nas cenas de ação, o dinamismo chama atenção, assim como o visual das “humáquinas”.

Lançado pela Comix Zone, Baby é uma leitura que cumpre bem o que promete. Não reinventa o gênero nem traz grandes surpresas, mas envolve o leitor com competência em sua proposta.

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