Alameda dos Artistas estreia na Bienal do Livro de São Paulo e rende faturamento de mais de R$ 1 milhão

De acordo com o balanço, os quadrinhos lideraram a preferência de compra, aparecendo entre os itens mais vendidos em 83,3% das mesas.

17 setembro 2026
Alameda dos Artistas | Foto: Divulgação Bienal do Livro de São Paulo

A Bienal Internacional do Livro de São Paulo, realizada entre 4 e 13 de setembro, contou pela primeira vez com uma área dedicada exclusivamente aos quadrinistas. Dados divulgados pelo evento mostram o sucesso da Alameda dos Artistas tanto em público quanto em vendas. O espaço teve coordenação de produção de Ivan Costa, cofundador da CCXP e CEO da Chiaroscuro Studios, e reuniu 34 artistas de diferentes estilos e gerações durante os dez dias da feira.

Uma pesquisa feita com os expositores aponta um faturamento bruto autodeclarado de mais de R$ 1,2 milhão, sendo que para 93,3% dos entrevistados as vendas atingiram ou superaram as expectativas. Os quadrinhos lideraram a preferência, aparecendo entre os itens mais vendidos em 83,3% das mesas, seguidos por prints, livros e adesivos.

A Alameda dos Artistas foi concebida para ser um espaço que aproxima leitores dos artistas em um evento amplo de literatura. A pesquisa ainda aponta que o formato foi positivo para a visibilidade dos quadrinistas: 53% destacaram ter obtido mais visibilidade na Bienal do que em outros eventos do gênero.

Alameda dos Artistas | Foto: Divulgação Bienal do Livro de São Paulo

Para Ivan Costa, o espaço permitiu a descoberta de autores e títulos pelo público, o que gerou um resultado econômico positivo. “A estreia provou que os quadrinhos não apenas encontram espaço na Bienal do Livro, como ajudam a ampliar a própria ideia de leitura celebrada pelo evento”, destacou o curador em nota.

Além da oportunidade de circulação de quadrinhos, o espaço contou com sessões de autógrafos, artistas desenhando ao vivo e demonstrando técnicas do nanquim ao digital. Os expositores destacaram, em nota, que o espaço provou o interesse dos leitores por quadrinhos, permitiu encontros criativos e a criação de novos públicos. “Estou feliz demais de levar meus gibis para tanta gente que ama leitura, mas que nem sabia que a gente existia”, conta a quadrinista Germana Viana.

A Bienal busca ser um espelho da diversidade literária do nosso país, explicou Sevani Matos, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), instituição que organiza o evento. “Os quadrinhos são hoje um dos pilares mais vibrantes e criativos do nosso mercado editorial. Trazer a Alameda dos Artistas de forma inédita e estruturada é reconhecer a força cultural das HQs e o talento dos nossos artistas, além de consolidar essa arte como literatura de altíssima qualidade no coração da Bienal”, afirmou em nota à imprensa.

Espaço da Alameda dos Artistas | Foto: Divulgação Bienal do Livro de São Paulo.

Nomes e números da Bienal

Sob curadoria de Ivan Costa, a Bienal de 2026 contou com uma diversidade estética, de gêneros e de gerações nos quadrinhos nacionais. A lista de participantes contou com Lark, Monge Han, Paulo Moreira, Hiro Kawahara, Téo & o Mini Mundo, Batatinha Fantasma, Quadrinhos A2, Nimbo Quintal, Magô Pool, Helena Cunha, Helô D’Angelo, Zapata Edições, André Freitas, Raphael Salimena, Laerte & Rafael Coutinho, Mário César, Germana Viana, Laudo, Franco de Rosa, Hugo Canuto, Gidalti Jr., Robson Moura, Geovan Motter, Kaiju, Daniel HDR, Fábio Yabu, Magenta, Marina V & Lucas Meyer, Isadora Zeferino e Gabriel Picolo.

Ao todo, 760 mil pessoas visitaram o evento durante os dez dias, sendo que em cinco deles os ingressos esgotaram. Com 800 autores e mais de 250 expositores na Bienal, as editoras declaram um aumento médio de 57% na venda de livros se comparado à edição de 2024.

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