9 vencedores do prêmio de Melhor Quadrinho em Angoulême que já foram lançados no Brasil

Parte biográfico, parte fantástico, NonNonBa é um trabalho sobre a infância e o amadurecimento, inspirado em grande parte no próprio Mizuki, quando criança, e sua avó, uma fonte inesgotável de conhecimento sobre os youkais (espíritos-monstros do folclore japonês). NonNonBa está firmemente enraizado em um contexto social e histórico, e passeia pelo mundo sobrenatural.

Na Espanha franquista do pós-guerra, inúmeras crianças órfãs ou abandonadas cresceram em abrigos do Auxílio Social. Desamparadas e longe de suas famílias, os tempos são duros para elas e os momentos de alegria, raros. Pablito, Adolfo, Peribáñez e muitos outros aprenderão nessas difíceis condições o que é medo, crueldade e vingança, mas também amizade e fraternidade.

Obs: A obra vencedora em 1981 corresponde a uma fração do primeiro volume publicado no Brasil. Optamos por colocar os dois volumes por corresponder à série completa.

Cansado das falcatruas, do racismo e dos constantes “erros” da polícia, o sarcástico nova-iorquino Alack Sinner deixa a instituição e começa a trabalhar como detetive particular. Desde então, passa os dias lidando com empresários corruptos, advogados desonestos, perdedores dos mais diversos tipos e… crises existenciais. Uma crítica mordaz à corrupção na sociedade, justaposta a reflexões sobre a natureza da violência e do exílio.

Obs: A série completa será finalizada em dois volumes pela Pipoca & Nanquim. O segundo volume ainda não possui previsão de lançamento. Alack Sinner venceu o Prêmio em 1978 e 1983.

A trama tem início quando Jimmy recebe uma carta do pai que nunca conheceu e viaja a uma pequena cidade de Michigan para encontrá-lo no feriado de Ação de Graças. Seu contato com o pai, o avô e uma meia-irmã adotiva desdobra-se numa série de episódios constrangedores e claustrofóbicos que parecem não deixar qualquer espaço para a aproximação afetiva. Outras tramas desenvolvem-se em paralelo na forma de flashbacks, sonhos e delírios motivados pela fértil imaginação de Jimmy em suas duas versões, criança e adulto.

Como em um caderno de viagens, Guy Delisle nos dá sua visão sobre o dia a dia de uma região que está permanentemente nas manchetes dos jornais. Local sagrado para judeus, muçulmanos e cristãos, Jerusalém está no centro do conflito israelense-palestino, e o autor percorre este território com sua mulher – que trabalha para a organização Médicos Sem Fronteiras – e seus dois filhos, narrando suas experiências cotidianas e observações sobre a política, a religião e o comportamento humano.

Aqui conta a história do canto de uma casa, e o que aconteceu ali durante centenas de milhares de anos. A HQ é a versão final de uma ideia que McGuire publicou numa revista independente nos anos 1980. Dramático, cômico e inovador, Aqui é o testemunho das possibilidades infinitas da linguagem dos quadrinhos.

Após se perder em alto mar, Raul encontra uma ilha com um formato peculiar. Lá existe um farol abandonado e uma estalagem, onde vivem (e trabalham) Sara e seu filho. Além disso, na ilhota também está atracado outro barco, o de Ana, uma mulher que, ao contrário de Raul, não foi parar naquele lugar ocasionalmente. Você pode começar essa trama imaginando que será uma história de amor, uma tragédia, um drama… são muitas as possibilidades. Mas não revelaremos mais. Traço de Giz é uma experiência pessoal e que cada leitor deve ter por si só.

A inocência do personagem original criado por Carlo Collodi dá lugar a um protagonista oposto. Pinóquio é uma máquina de guerra que, em suas andanças por locais sórdidos, entra em contato com a violência, a ganância, a corrupção e a crueldade enquanto conhece a fauna humana – do industrial que explora a mão de obra infantil (e para quem Pinóquio trabalha) a implacáveis caçadores de recompensas, além de uma Branca de Neve pós-moderna e sete anões sadomasoquistas.

A trama acompanha inicialmente Charlie Rizzo. Ainda criança, após a morte da mãe, ele passa a morar com seu pai, Matt Rizzo, um homem cego e erudito. Um leitor voraz, que inicialmente parecia um mistério para o filho. O jovem Charlie acreditava que seu pai havia ficado cego devido a um acidente de caça, porém a verdade sobre a fatalidade que tirou a visão de Matt é revelada.

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